03 de setembro, de 2018 | 14:54
Muito ruim
Fernando Rocha
A 22ª rodada do Brasileirão foi ruim para o futebol mineiro, pois nenhum dos nossos representantes venceu, a começar pelo América, o segundo em uma semana a sair derrotado pelo Vitória, no Barradão, em Salvador (antes foi o Galo), pelo mesmo placar de 1 x 0.Não fosse o minuto de bobeira do atacante Rafael Moura, expulso aos 15 do 1º tempo, talvez o Coelho tivesse conseguido ao menos o empate que o manteria mais distante da zona de rebaixamento, pois agora ficou apenas a três pontos do Sport, o primeiro da fila.
Quanto ao Galo, vamos concordar que jogo sábado às 9 da noite é de lascar mesmo. Mas, para a torcida do Corinthians não tem dia ou horário ruim, pois mais de 30 mil torcedores compareceram ao Itaquerão, com o intuito também de comemorar os 108 anos de fundação do clube.
E mesmo com um Corinthians desfalcado de sete titulares, inclusive de seu melhor jogador, o goleiro Cássio, o Galo não conseguiu algo além de um empate em 1 x 1. No futebol, quando a fase é ruim, o pão com manteiga do jogador só cai virado pra baixo, como é o caso do goleiro Victor, que no gol corintiano viu a bola bater na trave e nas suas costas, antes de ir para o fundo das redes.
Pior de tudo foi a entrevista coletiva pós-jogo do técnico Thiago Larghi, que sempre tem uma desculpa na ponta da língua para todos os muitos defeitos do time, que para ele, na vitória ou na derrota, sempre joga bem”, faz um ótimo jogo”, além do usual vamos continuar trabalhando forte durante a semana”.
Próprio veneno
O Cruzeiro não jogou mal e poderia até ter vencido o Internacional, não fosse um erro da arbitragem, que anulou um gol legítimo de Raniel no início do 2º tempo.
Um reclamador contumaz, sobretudo das arbitragens, o técnico Mano Menezes aproveitou a coletiva pós-jogo para culpar diretamente os assopradores de apito, pelo fato do Cruzeiro não brigar pelo título.
Eu até concordo que as arbitragens nacionais em geral são ruins, mas se o técnico Mano Menezes, como fez recentemente seu colega Cuca após a eliminação do Santos na Libertadores, tocasse na própria ferida, traria mais benefícios para todos.
O Cruzeiro está nada mais nada menos do que experimentando do próprio veneno, pois foi um dos que votaram contra a utilização do VAR (árbitro de vídeo) no Campeonato Brasileiro deste ano. Com toda certeza, muitos dos erros apontados por Mano, que prejudicaram o Cruzeiro na disputa atual, teriam sido evitados se o VAR estivesse sendo utilizado.
FIM DE PAPO
O que se percebe pelos números do Cruzeiro nesta temporada é uma queda de produção nos jogos disputados no Mineirão, como mostra a matéria assinada pela repórter Alexandre Simões no Hoje em Dia” da semana passada: Apenas 36,7% de aproveitamento, 11 pontos conquistados de 30 disputados nos últimos dez jogos, antes do empate de 0 x 0 com o Internacional, sem contar que o time se classificou em casa com derrotas para o Santos na Copa do Brasil e Flamengo pela Libertadores”.
E vem aí mais um mês de fortes emoções para o torcedor celeste. No último domingo, contra o Internacional, o Cruzeiro iniciou uma maratona de nove jogos previstos para setembro. A diretoria montou um elenco que une qualidade e quantidade, mas não deve escapar de perder algum jogador importante para os mata-mata da Copa do Brasil e da Libertadores. A torcida espera ansiosa por alguns retornos, como os de Sassá, Rafael Sóbis e Fred, este mais para o fim da temporada.
O Atlético começa a semana pensando no confronto de amanhã com o São Paulo, na Arena Independência. Desde o final dos anos 1970, quando decidiram o título brasileiro com vitória dos paulistas nos pênaltis, este jogo passou a ser muito badalado pela imprensa nacional. Apesar de jogar em casa, o time atual do Atlético não inspira confiança, mas mesmo assim a previsão é de estádio lotado. O que importa é a vitória, até porque o alvinegro não vence há três jogos no Brasileirão.
O Mineirão completa amanhã 53 anos de inauguração e presença marcante no futebol e na vida dos mineiros. Guardo na memória belas recordações do velho” Mineirão, que durante vários anos foi minha segunda casa. O estádio, depois da reforma para a Copa, perdeu o glamour e não me agrada mais como antes. Incompreensível, entre outras aberrações, não possuir hoje uma árvore sequer no seu entorno.
Guardo com carinho uma foto da pintura na parede do antigo túnel de acesso ao gramado, com o meu nome e de todos os colegas de imprensa, que trabalhavam no estádio durante as comemorações do seu 20º aniversário. Aquele Mineirão mágico, misterioso e charmoso agora faz parte do nosso imaginário de sonhos, que não voltarão jamais. Todos esses que aí estão / (...) / Eles passarão... / Eu passarinho”. Mário Quintana. (Fecha o pano!)
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