04 de setembro, de 2018 | 16:04
Amamentação e imunidade infantil, um canal direto
Nayara Santos Zímer *
A fragilidade imunitária do recém-nascido, devido sua maturação e estruturação, paralela ao seu desenvolvimento após o nascimento, sobretudo a intestinal, é responsável por números significativos inerentes ao desequilíbrio na colonização da flora intestinal, carências nutricionais entre doenças propriamente ditas. Decorrentes muitas vezes, do ato da não amamentação.Sabe-se que o leite materno além de ser o alimento mais completo para a criança, carrega em sua composição muito mais que proteínas, carboidratos e gorduras. Capaz de matar a fome orgânica, ele oferece todos os subsídios para saciar a necessidade construtiva e estrutural, que será alimentada através da oferta e absorção de todas as substâncias contidas no leite da mãe.
No período da amamentação, o corpo da mãe produz imunoglobulinas, específicas para proteger seu filho contra organismos capazes de causar doenças ou trazer fragilidade ao sistema imune da criança ainda em formação. Em sua completude, novos anticorpos são produzidos a cada mamada, devido à troca de microbiota conjunto de organismos, presentes na saliva da do bebê. Indicando ao sistema imune da mãe que é necessária nova produção de anticorpos, repassados à criança na próxima mamada. Com isso a mãe consegue imunizar seu filho a cada vez que o mesmo se alimenta, além de reforçar a ligação mãe e filho.
Estudos mostram que crianças amamentadas, apresentam redução do número de cólicas e infecções na primeira infância, além de menores episódios de adoecimentos. Os ganhos para a mãe e bebê, são de significância gigantesca, tendo influência na cognição da criança, contribuindo para maior facilidade no aprendizado em fase pré-escolar, e ainda contribuindo para a perda de peso ganho durante a gestação. Ressaltando que, por diversos motivos muitas mães são impossibilitadas de amamentar seus filhos, por motivos que envolvem algumas doenças, tratamento das mesmas entre outros. Sendo que, o tema tratado se refere à mãe em plena capacidade de conduzir a amamentação.
A oferta exclusiva de leite materno até os seis meses da criança, manter a oferta de leite materno em conjunto com os outros alimentos inseridos após o sexto mês, até os dois anos de idade, são preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. Crianças amamentadas apresentam maior equilíbrio intestinal na vida adulta, além de redução dos riscos de síndrome metabólica, diabetes e obesidade. Amamentar é alimentar, estruturar, imunizar e reforçar laços para toda a vida.
* Nutricionista (CRN9:19002). Graduada em nutrição pela faculdade Pitágoras de Ipatinga. Pós-graduanda em Nutrição Oncológica - Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduanda em Nutrição Materno infantil.
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