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15 de setembro, de 2018 | 12:00

A sustentabilidade no começo do DA

Apolo Moreira Izaias *

Cícero Henrique
Apolo: “Convencemos a direção da importância de consolidar, dentro do projeto editorial do DA, cadernos comemorativos”Apolo: “Convencemos a direção da importância de consolidar, dentro do projeto editorial do DA, cadernos comemorativos”
Um Jornal, nos dias de hoje, completar 40 anos de plena atividade, no que concerne a plataforma impressa, é, sem dúvida, motivo de comemorações. Notadamente no interior, haja vista que mesmo nos grandes centros, capitais, do Brasil ou do exterior, poucos são os veículos resilientes, fazendo frente à diversidade de opções de informação no âmbito da internet ou outras formas afins, que se transformaram em alternativa no mundo da comunicação. Portanto, mais do que justa a comemoração desse evento – os 40 anos do Diário do Aço.

Creio ser relevante, neste momento, além de registrar o agradecimento pessoal pela lembrança, para fazer o registro da minha modesta, rápida, mas intensa passagem por este importante de veículo de comunicação do interior de Minas Gerais – destacar a figura de seus efetivos fundadores. Marcondes Tedesco e Parajara dos Santos, duas mentes brilhantes que desembarcaram de Governador Valadares em Coronel Fabriciano no ano de 1978, com o projeto que revolucionou a mídia impressa regional, à época.

Ressalto, sobretudo, a figura de Marcondes Tedesco, com quem mais convivi e tive o privilégio de gozar da amizade, além de ser admirador do estilo inconfundível de sua redação. Tedesco e Parajara eram grandes jornalistas e cronistas. Conheci Tedesco em 1980, quando eu fazia o caminho de volta de São Paulo para o Vale do Aço. Como estava com compromisso profissional firmado, a contragosto, fui obrigado a rejeitar um convite para ocupar o cargo de Editor do Jornal, que, como se diz hoje, bombava à época, em todos os sentidos. Tinha uma carteira de cerca de 4 mil assinantes. E vendas que multiplicavam “ene” vezes este número. Feito extraordinário – mesmo ainda hoje, em se tratando de interior.

Contudo, uma sucessão de fatos me permitiu, anos depois, ter uma atuação diferente, é verdade, com o Jornal, cuja direção viria a sofrer alterações, implicando, inclusive, na mudança do Parque Gráfico e, portanto, da empresa para Ipatinga. Antigo “patrão” e chefe na década de 70, o pioneiro Wilton Rodrigues Oliveira uniu-se a alguns sócios diferentes, como Eraldo Poubel, Luiz Carlos Bromonschenkel, José Osmir de Castro, etc, e manteve o jornal até meados da década passada, quando o atual diretor, Valter Oliveira, assumiu o controle acionário, fazendo um vigoroso trabalho de recuperação financeira – e reconquistando a credibilidade de outrora, em termos editoriais.

No que tange à minha passagem pelo DA, me recordo que prioritariamente atuei no campo comercial, no âmbito do poder público, inclusive. O objetivo era concatenar ideias e projetos do setor comercial, essencial para a sustentabilidade. Eventualmente dava suporte, a pedido da direção, como copidesque (do inglês - copydesk), que é a revisão final do texto a ser publicado, função que normalmente não atraia muitas simpatias, especialmente de funcionários.

Desenvolvemos um trabalho de integração com outros municípios – Belo Oriente, São João do Oriente (depois viria Caratinga, inclusive com filial, que por diversas razões optei por não assumir) e, com parcimônia e sabedoria, restabelecemos a boa relação no município de Timóteo, com aquele que era o mais relevante jornal da região – e cujas relações estremecidas não favoreciam a nenhum lado – sobretudo não beneficiava a comunidade timoteense, privada da divulgação de atos e fatos relacionados a poderes constituídos do município; cuidamos com profissionalismo da filial de Coronel Fabriciano, que dava suporte ao tráfego do material pertinente ao poder Judiciário e ao setor comercial – cujo órgão oficial era o DA. Levamos colaboradores capacitados e autênticos formadores de opinião, como o antigo companheiro de redação em 1972, doutor José Geraldo Hemétrio, mais tarde Juiz e Diretor do Fórum de Ipatinga.

Convencemos a direção da importância de consolidar, dentro do projeto editorial do DA, cadernos comemorativos às fundações de empresas molas mestras de nossa economia, como Usiminas, Umsa (antiga Usimec), Aperam (na época Acesita) e Cenibra. Logo, editei, produzi e comercializamos durante mais de 5 anos estes suplementos, que não tinham apenas o lado comercial: contavam a história destas empresas, ressaltavam a sua importância e davam a oportunidade de clientes, fornecedores e setores da comunidade expressarem publicamente seu reconhecimento. Em síntese, que eu me recorde, basicamente foi esta modesta colaboração, sempre visando a sustentabilidade do negócio jornal.

Ao concluir, quero, reiteirando meu agradecimento ao editor Alex Ferreira, lembrar de algumas pessoas – citando-as homenageio a todos que passaram por setores importantes da produção do Jornal. Lembro-me da Graça Pereira, da Revisão e Diagramação, Guilherme, brilhante cartunista, saudoso Serafim, na Distribuição em Coronel Fabriciano, saudoso Maurício Ribeiro (Cabeção), excelente e polêmico repórter policial e do “Geral” (editoria) e também o correspondente Sérgio Pires, de Caratinga. A todos, que fizeram e fazem a história do DA, minhas felicitações. Vida longa. (*Representante comercial)
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