29 de setembro, de 2018 | 09:48

Outra vez

Fernando Rocha

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Por conta da desorganização do nosso calendário de competições, Palmeiras x Cruzeiro voltam a se enfrentar hoje, às 11h, em São Paulo, desta vez pelo Campeonato Brasileiro. Na última quarta-feira (26), no Mineirão, eles estiveram frente a frente pela semifinal da Copa do Brasil e deu Cruzeiro, que se classificou com um empate de 1 x 1, depois de vencer o jogo de ida em São Paulo por 1 x 0.

Se o Palmeiras, vice e apenas um ponto atrás do líder São Paulo, está na briga pelo título do Brasileirão, o Cruzeiro não almeja mais nada nesta competição e deve jogar com um time reserva, pois na próxima quarta-feira (3) terá o maior desafio do ano, que será reverter uma vantagem de dois gols obtida pelo Boca Juniores na Libertadores, confiando no fator casa do Mineirão.

Mas o que se pode esperar do jogo de hoje entre os dois ex-Palestras? Tomara que o clima de violência e incivilidade entre os jogadores, exibido no fim da partida do Mineirão, na última quarta-feira, não se repita hoje no Pacaembu.

Em relação ao jogo, não se pode esperar qualidade no futebol das duas equipes, mas sim, que não se repitam as cenas lamentáveis de agressões ocorridas após o jogo no Mineirão, o que só iria agravar ainda mais o ambiente de animosidade dos dois lados, que já é bastante ruim.

Agora vai?
Outra vez a torcida atleticana fica na expectativa de ver uma arrancada do time no Brasileirão. Afinal, nos próximos cinco jogos - Sport, Chapecoense, América, Fluminense e Ceará - o Galo irá enfrentar adversários que estão na parte de baixo da tabela de classificação.

Hoje ele recebe no Independência o Sport Recife, vice lanterna, mergulhado numa grave crise técnica e financeira e que contratou técnico novo. O Galo busca única e exclusivamente uma vitória, a fim de se manter no G-6, que dá vaga na Libertadores de 2019, o objetivo maior na temporada.

Mas a perspectiva não é das melhores, uma vez que o time não inspira confiança e é dirigido por um aprendiz de técnico, Thiago Larghi, que oscila sempre para baixo na escalação e, pior ainda, quando faz alterações, elas normalmente nada acrescentam ou só pioram o rendimento da equipe com a bola rolando.

FIM DE PAPO
• Lamentáveis, sob todos os aspectos, as cenas de violência protagonizadas pelos jogadores no pós-jogo de Cruzeiro x Palmeiras, no Mineirão, sobretudo a agressão absurda do miolo cozido Sassá contra o lateral Maike, que é jogador do Cruzeiro e está emprestado ao Palmeiras até o fim deste ano. Curiosamente, o maior brucutu de todos em campo, Felipe Melo, preferiu agir como pacificador, separando os brigões.

• A crise técnica do futebol brasileiro vem de décadas, sem uma aparente solução, até porque hoje os grandes clubes preferem contratar ‘hermanos’ chilenos, venezuelanos, equatorianos, colombianos e argentinos, todos já bem rodados, a investir na formação de atletas da sua base. Alguns clubes que ainda investem na base, como é o caso do Fluminense, utilizam uma filosofia totalmente equivocada, indo na contramão das características históricas dos nossos jogadores.

• A escolinha do Fluminense, pasmem todos, se chama “Guerreirinhos”, então, não é preciso dizer mais nada. Na prática, deve formar lutadores de MMA, Hulks, Gladiadores, Ceifadores ou He-Mans, nunca jogadores de futebol com qualidade técnica, capazes de representar o futebol brasileiro com sua tradição de habilidade, criatividade e técnica apurada, que em épocas diferentes nos levaram a conquistar cinco títulos mundiais. A imprensa tem a sua parcela de culpa, na medida em que chama os jogos de “duelos”, os estádios de “arenas”, estabelece critérios para “faltinhas” e “faltonas”, enfim, atitudes completamente sem noção.

• A personagem de maior destaque da última semana no futebol foi a alagoana Martha, eleita pela sexta vez a melhor jogadora do mundo na festa da FIFA, superando dois outros craques, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que conquistaram o título cinco vezes. Assim como nossos maiores atletas masculinos, Martha também atua no exterior, mais precisamente nos Estados Unidos, onde o futebol feminino tem o reconhecimento e o apoio que merece. Muito diferente do que se vê aqui - as “Tigresas” comandadas pela batalhadora Kethlen Azevedo que o digam -, onde o apoio dado às meninas está anos luz atrás do que seria razoável. (Fecha o pano!)
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