01 de outubro, de 2018 | 15:27

Mea culpa

Fernando Rocha

Divulgação
A 27ª rodada do Brasileirão ficou marcada mais uma vez pelos erros dos assopradores de apito, que assinalaram três pênaltis inventados, primeiro pela ruindade e ficção de suas excelências, mas, sobretudo, pela incompetência dos nossos cartolas, que deveriam fazer um ‘mea culpa’, por terem recusado a implantação do árbitro de vídeo (VAR) no início da temporada sob a alegação de que teria “custo elevado”, mas que poderia diminuir a índices aceitáveis as injustiças que trazem prejuízos a seus próprios clubes.

Foi de doer, principalmente em três jogos: Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro, Inter 2 x 1 Vitória e Santos 1 x 0 Atlético(PR), onde bola na mão, ou a mão na bola, fora da área, virou pênalti, e um lance normal de disputa de bola, que se transformou em penalidade, deu a vitória aos santistas.

Falta só mais uma rodada para o Brasileirão entrar na reta final, mostrando uma disputa equilibrada, que não se via desde 2008, onde o Palmeiras é líder apenas nos critérios técnicos, empatado em pontos, 53, com o vice Internacional.

Logo atrás vem o São Paulo, com 52; Grêmio com 50 e Flamengo com 49, todos brigando pelo título, e o Galo, um pouco mais distante, em 6º, com 45 pontos, fechando o grupo que garante vagas na Libertadores de 2019.

Boa hora
O Atlético goleou o Sport/Recife por 5 x 2, no Independência, diante do maior público já registrado no acanhado estádio, desde a reforma para a Copa de 2014, cerca de 23 mil torcedores pagantes.

A vitória sobre o lanterna - um dos piores times da competição - veio em boa hora para acalmar a torcida e diminuir a pressão sobre o aprendiz de técnico Thiago Larghi, que antes do jogo disse um monte de bobagens ao comentar a posição do clube na tabela de classificação.

Larghi pediu calma à torcida, acrescentando: “Faz 47 anos que não ganhamos esse título. Por que agora tem que ser obrigação”? Suas palavras foram muito mal recebidas pela torcida alvinegra, que ocupou as redes sociais para fazer críticas contundentes ao seu comportamento passivo, que mostra falta de ambição, desconhecimento da história e tradição de um grande clube como é o Atlético, um despreparado para ocupar o cargo.

Na goleada sobre o Sport, que por enquanto salvou a pele do técnico e da comissão técnica do Galo, destaque para Cazares, que só joga quando quer, além do jovem lateral Emerson, autor de um golaço.

FIM DE PAPO
• Nessa toada do “se der, deu, se não der, paciência”, o time reserva do Cruzeiro perdeu mais um jogo fora de casa, desta vez para uma equipe igualmente reserva do Palmeiras.

Enquanto outros concorrentes do mesmo barco, casos do Grêmio, Palmeiras e Flamengo - que até pouco tempo também estava envolvido em várias disputas - conseguem bons resultados com suas equipes alternativas e estão na briga pelo título do Brasileirão, o técnico Mano Menezes não consegue fazer o Cruzeiro vencer e decolar para brigar na prateleira de cima, mantendo-se no meio da tabela, agora em 7º com 37 pontos, oito atrás do Galo, o último do G-6, que garante vaga na Libertadores de 2019.

• É preciso dar um desconto, pois, de fato, algumas peças desse time reserva celeste não passam de uma piada de mau gosto, a exemplo dos laterais Ezequiel e Marcelo Hermes, enquanto Maike, emprestado pela diretoria brilha no Palmeiras, e o jovem Patrick Brey não recebe oportunidades. Pior ainda para o torcedor consciente, que não se deixa levar pelo oba oba da imprensa amiga, é ler e ouvir colegas apregoando que a derrota para o Palmeiras “não doeu”, pois o time celeste está com a cabeça no Boca Juniors, na quinta-feira, pela Libertadores.

• Então, tá! Mas será preciso reverter uma diferença de dois gols a favor dos argentinos, algo possível, porém bastante difícil, mesmo sendo em casa e com o Mineirão lotado. Então, se cair na Libertadores, e se não ganhar a Copa do Brasil, numa final também imprevisível contra o Corinthians, haverá força suficiente neste time para recuperar os pontos perdidos do Brasileirão, alguns de forma bisonha, e conquistar ao menos uma vaga para voltar a disputar a Libertadores do ano que vem?

• O que houve de melhor no jogo com o Palmeiras foram os retornos de Fred e Arrascaeta, que entraram por volta dos 15 minutos do 2º tempo e nada sentiram. O uruguaio será muito importante na tentativa de superar o Boca nesta quinta-feira. Fred vai precisar de um tempo maior para ganhar ritmo de jogo e voltar a ser titular.

• A baranga do domingo foi o miolo cozido e piriguete do tal de Deyverson, atacante do Palmeiras, que escolheu fazer firulas e provocar os jogadores do Cruzeiro, como se isso fosse lhe trazer algum benefício, ou ao seu time, ou o espetáculo. Trata-se de um energúmeno, que só faz assim porque ainda acha gente pior do que ele para aplaudir as suas palhaçadas. Se ele quer mesmo aparecer, é só pendurar uma melancia no pescoço e sair por aí. (Fecha o pano!)
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