19 de outubro, de 2018 | 09:46
Relembrando
Os Maias” fez sucesso no Brasil e em Portugal
A minissérie "Os Maias" estreou na TV Globo em janeiro de 2001, encantando o público com as cenas externas gravadas em Portugal, país onde se passava o romance homônimo do escritor Eça de Queiroz (1845-1900), no qual a história foi inspirada para chegar às telas da TV.Escrita por Maria Adelaide Amaral e com direção geral de Luiz Fernando Carvalho, Os Maias retratou com máxima fidelidade a sociedade portuguesa da segunda metade do Século XIX e as desventuras de seus personagens.
Publicado em 1888, "Os Maias" é apontado como uma das mais bem elaboradas - senão a melhor - obras do escritor português de estilo elegante, irônico e provocador.
A adaptação televisiva, que teve cerca de 50 capítulos, foi uma parceria com a emissora portuguesa SIC (Sociedade Independente de Comunicação) e foi exibida simultaneamente em Portugal.
A trama girou em torno da tradicional família portuguesa Maia e, ao contar a história de seus membros, Eça de Queiroz pinta um retrato crítico de Portugal à época (1850). Pedro da Maia (Leonardo Vieira) vivia com o pai viúvo, Afonso da Maia (Walmor Chagas), na casa da família em Lisboa, o Ramalhete.
Ele era um homem inseguro, criado pela mãe com forte orientação religiosa. Pedro conhece Maria Monforte (Simone Spoladore) em uma tourada e se apaixona perdidamente por ela, mas este romance é rejeitado por Afonso, por ser Maria filha de um negreiro, Manuel Monforte (Stênio Garcia).
Apesar do desgosto de Afonso, Pedro rompe com o pai e se casa com Maria, vivendo anos de paixão. Os dois têm dois filhos, Maria e Carlos. Porém um belo italiano chamado Tancredo (Fabio Fulco) cruza o caminho de Pedro e Maria Monforte se apaixona pelo estrangeiro simpático e determinado.
Os dois fogem: Maria leva a filha, deixando o pequeno Carlos aos cuidados do pai. Pedro volta para a casa de Afonso e acaba se matando. Afonso da Maia se muda do Ramalhete e toma para si a criação do neto, sob preceitos ingleses, com disciplina, banhos frios, horários rígidos, muita informação e sem nenhuma religião.
Este é um pouco do que aconteceu na minissérie. A atração foi muito bem planejada, o trabalho cuidadoso com a retratação da época e com a composição dos personagens começou já meses antes do início das gravações, com palestras de especialistas em Eça de Queiroz realizadas na Central Globo de Produção, para o elenco e a equipe de produção.
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