25 de outubro, de 2018 | 15:55

Morre em Juiz de Fora empresário ferido a tiros

Jerônimo da Silva Leal Júnior estava internado em estado grave depois de tiroteio entre seguranças e policiais civis de Minas e São Paulo

Reprodução
Malas de dinheiro, com notas falsas e verdadeiras, apreendidas após a troca de tirosMalas de dinheiro, com notas falsas e verdadeiras, apreendidas após a troca de tiros

A Polícia Civil confirmou que morreu na manhã desta quinta-feira (25), o empresário paulista do ramo de segurança Jerônimo da Silva Leal Júnior. Ele foi ferido em um tiroteio que envolveu policiais civis de Minas Gerais e de São Paulo em Juiz de Fora, na sexta-feira (19).

Jerônimo era dono da empresa contratada para fazer a segurança do também empresário Flávio de Souza Guimarães, esse conseguiu escapar, mas já se apresentou à polícia em São Paulo.

As investigações apontam que Flávio teria ido a Juiz de Fora trocar dólares por reais. Para isso, teria contratado a empresa de Jerônimo, que chamou policiais civis para fazer a escolta. Um dos policiais é irmão de Jernônimo.
Na outra ponta da negociação estaria Antônio Vilela, que levaria os reais e também teria contratado policiais para apoiá-lo.

A troca de tiros supostamente ocorreu após a descoberta de que haveria reais falsos nas malas, no estacionamento de um hospital. Com a confusão, o policial civil mineiro, Rodrigo Francisco, de 39 anos, morreu no local dos fatos.
O empresário Antonio Vilela também foi atingido na troca de tiros, mas já recebeu alta e está preso. Na audiência de custódia, realizada em Juiz de Fora, chegou a ser divulgado que Vilela era natural de Coronel Fabriciano, o que não se confirmou posteriormente.

Para a PCMG, o tiro que matou o policial saiu da arma de um segurança particular que acompanhava o grupo do empresário paulista com oito policiais do estado vizinho, incluindo dois delegados. Quatro policiais paulistas, dentre eles dois delegados e dois investigadores, foram autuados por lavagem de dinheiro. As prisões em flagrante foram convertidas para preventivas em uma audiência de custódia. Todos foram transferidos para a Penitenciária Nelson

Hungria, em Contagem

Três policiais de Minas foram autuados por prevaricação e liberados depois de assinar termo em que se comprometem a comparecer a audiência em novembro. Do mesmo grupo de São Paulo, outros cinco policiais foram ouvidos e liberados.
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