22 de novembro, de 2018 | 08:40
Um dos três suspeitos do latrocínio no Ipaneminha confessa a participação
Na ação, Claudete Moreira Durval, de 50 anos, foi alvo de um disparo de arma de fogo e morreu na residência que estava sendo arrombada
A Polícia Civil mantém em aberto o inquérito que apura o latrocínio (roubo seguido de morte), registrado em um sítio à margem da estrada rural no Ipaneminha, na madrugada de 15 de novembro. A apuração teve novos desdobramentos nessa semana, anuncia o comando da Polícia Civil.
Durante interrogatório, um dos três suspeitos presos ainda no dia 15, confessou a participação no crime brutal e revelou detalhes dos fatos ocorridos. Na ação, Claudete Moreira Durval, de 50 anos, foi alvo de um disparo de arma de fogo e morreu na residência que estava sendo arrombada.
O delegado regional, Thiago Alves Henriques, informou em entrevista ao Diário do Aço nessa quarta-feira (20) que Gustavo Souza Félix, de 18 anos, negou inicialmente o seu envolvimento com o a ação criminosa, mas depois confessou o crime.
Diante da situação muito comovente, a Polícia Militar no mesmo dia efetuou a prisão do Gustavo, que se encontrava próximo ao local do crime, na companhia de outros indivíduos. Uma das vítimas reconheceu o jovem como autor do crime. Trabalhamos o auto de prisão em flagrante e realizamos o reconhecimento formal por parte de todas as vítimas. O Gustavo, até então, estava negando a participação. Fizemos algumas perguntas e ele acabou confessando”, informa o delegado.
Apesar de admitir a participação no latrocínio, Gustavo não indicou os nomes dos outros dois suspeitos, explica o delegado: Ele não nos informou o nome dos demais autores, ele apenas apontou nomes de pessoas inimigas dele no bairro Limoeiro. Contudo, estes suspeitos não foram reconhecidos pela vítima. Trouxemos outras diversas pessoas à delegacia, que poderiam ser coautoras do crime, mas a vítima também não as reconheceu. Então, estamos realizando diligências para identificar os outros dois suspeitos”, salienta Thiago.
O delegado assegurou que a confissão de Gustavo é verdadeira pela riqueza de detalhes informados. Ele nos relatou diversas coisas que aconteceram e que somente os autores e as vítimas poderiam relatar. Ele sabia detalhes do que houve, o que demonstra que ele participou mesmo do crime”, reforça Thiago Alves.
Gustavo Félix está recolhido ao sistema prisional, por força de um mandado de prisão preventiva. Os demais suspeitos foram conduzidos à 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Ipatinga, qualificados, ouvidos e liberados por falta de elementos suficientes para a prisão. Ao término do inquérito, Gustavo e os outros participantes responderão pelo crime de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, e podem ter pena de 20 a 30 anos de prisão.
Entenda o caso
Na madrugada da quinta-feira (15), três indivíduos praticaram uma série de assaltos na comunidade rural do Ipaneminha. Em um sítio, os criminosos roubaram bebidas e uma televisão.
Em uma outra propriedade, o Sítio Recanto Clareira, o grupo criminoso efetuou disparos contra a porta para que os moradores a abrissem. Os proprietários da residência tentavam impedir a entrada dos suspeitos. Contudo, um dos projéteis atravessou a porta e atingiu Claudete Moreira Durval, de 50 anos. A mulher estava acompanhada do marido Helio Luiz Durval, de 57 anos, e da filha adolescente.
Mesmo após balear Claudete, os criminosos renderam a família e roubaram um aparelho de televisão, um notebook e um celular Samsung. Claudete morreu no local. O crime teve grande repercussão no feriado de Proclamação da República.
Já publicado:
Polícia mantém caçada a autores de latrocínio no Ipaneminha
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Certo
22 de novembro, 2018 | 12:35Mostra a cara dos pilantras”
Mineiro da Gema
22 de novembro, 2018 | 11:31Não dá nem pra descrever o nojo dessa gente. Quero ver esse país sendo limpo ainda. Essa nação merece. Chega de entulho humano acabando com tudo. Imagina o que vai ser a vida do marido e da filha de agora em diante.”
Rosilene Cristina de Oliveira Prates
22 de novembro, 2018 | 11:14O mais triste é que nem um dos envolvidos precisavam estar em liberdade pela extensa ficha criminal de cada participante.”
Palhaço
22 de novembro, 2018 | 10:55So me falta ler daqui uns dias, que este trem fugiu em passeio ao Circo do Patati e Patata.”