04 de dezembro, de 2018 | 07:25
Industrial rechaça favoritismo do Juping e comemora mais um título do Acesitano
O Industrial levantou a taça onze anos depois da última conquista
Não foi desta fez que o Juping comemorou um título de campeão acesitano. Com uma grande festa preparada na cidade de Pingo D'Água e centenas de torcedores presentes ao Campo do Acesita, o time não conseguiu transformar em gols todo o otimismo e foi superado pelo aguerrido Industrial, tradicionalíssimo clube do futebol acesitano, que acabou comemorando o título de campeão na tarde do último domingo. O feito ocorreu nas cobranças de pênaltis (4 a 3), após empate de 1 a 1 no tempo normal.
O Industrial levantou a taça onze anos depois da última conquista, em 2007, com um time formado por jogadores que atuam juntos há bastante tempo e têm como ponto marcante a garra.
Outra novidade foi a revelação do treinador, Guilherme Rezende, apelidado de "Lisca Doido" (uma alusão ao excêntrico e competente técnico que salvou o Ceará do descenso no Campeonato Brasileiro), de apenas 29 anos, que chega ao título pela primeira vez que dirige um clube no Campeonato Acesitano. Ele tem experiências comandando o Sparta na Liga Vale do Aço e o Luxúria no Campeonato do Setor 6 de Timóteo, competições não federadas - e os jogadores que atuam, em grande parte, são os mesmos dessas competições.
Outro espetáculo à parte foi a performance do experiente goleiro Elton, 33 anos, que conseguiu defender nada menos do que três das seis cobranças de penalidades máximas. Um feito inédito, muito comemorado e demonstrando toda sua competência e tradição neste quesito ao longo de sua carreira.
Juping não aproveitou
Favorito e com um aparato financeiro muito superior ao Industrial (seus jogadores teriam até mesmo sido levados para um hotel na véspera do jogo, a título de concentração), o Juping foi a campo e deu a cartas da partida. Dominou o jogo nos primeiros 30 minutos, marcando seu gol aos 32 minutos, por meio de Junio Xerife após excelente jogada pelo setor direito de Michel. Além do gol, criou diversos outros lances desperdiçados pelos seus atacantes, alguns por erro de pontaria e outros por excesso de preciosismo.
Tiago Araújo
Conquista veio nos pênaltis, nas quais o goleiro Elton foi o herói, defendendo três cobranças
Conquista veio nos pênaltis, nas quais o goleiro Elton foi o herói, defendendo três cobrançasBem fechado na defesa, o Industrial buscava os contra-ataques para surpreender o adversário. Chegou ao seu primeiro ataque de perigo somente após os 30 minutos, num chute da entrada da área, por meio de Warley. A partir de então, conseguiu reduzir o domínio do adversário, se "assentar" no jogo. O meia Vinha passou a aparecer e comandar as ações no meio de campo, enquanto Elton se mostrava seguro na meta e os zagueiros João Vitor (filho do presidente e ex-zagueiro de destaque no futebol Acesitano, André Cascão). O Panorama se manteve até o final desta etapa inicial, quando começou a chover.
Empate com muita garra
Sob chuva foi disputado todo o segundo tempo da decisão. O Juping novamente iniciou com bons ataques e perdeu outras duas ótimas oportunidades, uma delas com o meia Michelzinho, na "cara" do gol, quando tentou fazer um gol bonito em vez de ser objetivo e tocar para as redes, propiciando ótima defesa de Elton. A outra foi num chute de Junio Xerife, que acertou a trave direita de Elton.
A partir dos 15 minutos, porém, o Industrial, empurrado pelos seus torcedores e por seu unido staf no banco de reservas, igualou o jogo e passou a dar as cartas. O time voltou a tocar a bola mais curta e a criar chances em ataques rápidos pelos lados do campo.
O gol de empate era uma questão de tempo, pois da igualdade passou a ser superior nas ações, enquanto o Juping "sumiu" em campo, trocando o jogo cadenciado por chutes sem objetividade. A igualdade veio com o lateral Rafael, aos 27 minutos, num chute forte do lado esquerdo, dentro da área, após jogada tramada com o volante Rufinei e o meia Vinha.
A igualdade "assustou" o Juping, que não criou outra boa oportunidade e conseguiu apenas marcar o Industrial, mesmo com as modificações feitas pelo técnico Sérgio Marques, muito contestadas após o jogo. O Industrial, mais "aceso" e com os jogadores melhores fisicamente, terminou o jogo quase fazendo seu gol da virada. Mas como ele não veio, foi necessária a cobrança de penalidades, conforme o regulamento.
Elton fez a diferença
O gol defronte os vestiários do estádio Jucão foi escolhido para as cobranças das penalidades. Vitória do Industrial por 4 a 3. E aí brilhou a estrela de Elton, autor de três defesas, duas muito arrojadas (chutes de Cleubinho e Éverton ), tendo sido a de Lucão, a última já no primeiro da série alternada, que deu o título, mais fácil ante a displicência da cobrança do zagueiro do Juping. Converteram para o Industrial: João Vitor, Rufinei, Vinha e Ronan. As cobranças de Warley e Rafael foram defendidas pelo goleiro Goiaba, do Juping.
Converteram para o Juping: Guthierres, Leandrinho e Michelzinho. As cobranças de Cleubinho, Éverton e Lucão foram defendidas pelo goleiro do Industrial.
Os campeões
O Industrial conquistou seu sétimo título acesitano alinhando: Elton; Lucas, Reginho, João Vitor e Rufinei; Rafael, Gustavo (Rodolfo), Vini (Vinicíus) e Vinha; Warley e Bicão (Ronan). Técnico: Guilherme Rezende.
O Juping ficou vice-campeão com: Goiaba; Guthierres, Cabecinha, Lucão e Leandrinho; Alan, Michel, Junio Xerife (Victor) e Michelzinho; Cleubinho e Hércules (Everton). Técnico: Sérgio Marques.
O árbitro do jogo foi o experiente Adair Alberto dos Anjos, que retornou à arbitragem depois de ser diretor e até presidente da Liga Acesitana de Desportos (LAD), auxiliado por Marcelo Aleixo e Wilkis Lima, todos com ótima atuação.
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