11 de dezembro, de 2018 | 07:00

Preço do peixe de água doce sobe

A pesca de espécies nativas está proibida em alguns rios e lagoas de água doce desde o dia 1º de novembro

Wôlmer Ezequiel
Com a restrição da pesca, valor dos peixes de água doce costuma aumentar no mercado; vendas caem Com a restrição da pesca, valor dos peixes de água doce costuma aumentar no mercado; vendas caem
Para não prejudicar a reprodução dos peixes, fenômeno conhecido como piracema, a pesca de espécies nativas está proibida em alguns rios e lagoas de água doce desde o dia 1º de novembro, restrição que vai até o dia 28 de fevereiro do próximo ano. As Portarias 154/155/159 do Instituto Estadual de Florestas (IEF) regulamentam a pesca na Bacias Hidrográficas do Leste do Estado e dos Rios Grande, Paranaíba e São Francisco no período da Piracema.

Com essa restrição na pesca, as peixarias podem ser impactadas e, com isso, precisam se adaptar para não perder os clientes. Em entrevista ao Diário do Aço, o proprietário de uma peixaria no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga, Fernando Oliveira, explicou que os frigoríficos das distribuidoras costumam possuir um estoque de espécies de água doce para o período da Piracema. “Aí quando começa a acabar esse estoque, os preços dos peixes de água doce aumentam. Ou seja, funciona a Lei da Oferta e Procura. Para suprir essa vontade, os clientes passam a comprar peixe de água salgada”, afirmou.

Inversão

Conforme o proprietário, os preços dos peixes de água doce aumentam entre 7% e 10%. Além disso, o comerciante informou que o estoque do frigorífico que abastece sua peixaria já diminui consideravelmente. “O estoque já está com quase 40% de quantidade, mas é muito difícil de zerar, por causa do aumento de preço dos peixes de água doce. Com isso, as vendas são reduzidas também. Mas o normal é as pessoas comprarem mais o peixe de água doce do que salgada, mas com a restrição da pesca, isso é invertido”, ressaltou.

Penalidades

O comandante da 12ª Companhia de Meio Ambiente, capitão Átila Porto, informou ao Diário do Aço que os infratores, que não respeitarem o período de piracema, poderão sofrer penalidades, dentre elas, pagamento de multa ou cumprir pena na cadeia. “O valor da multa é relativo e vai depender dos danos causados ao meio ambiente ou da quantidade de pescado. Mas o valor mínimo é de R$ 60 e não existe um limite. O infrator será conduzido pela polícia militar do Meio Ambiente, podendo pegar de um a três anos de prisão, com direito a fiança, que será estipulada pelo delegado”, destacou.

Operações

Além da fiscalização nas beiras de rios, o comandante ressaltou que a Polícia Militar do Meio Ambiente realiza operações em empreendimentos, por isso que é importante os proprietários de peixarias ou supermercados possuírem declaração de sua mercadoria, informando a origem e a data do pescado. “No dia 6 realizamos uma fiscalização em um empreendimento em Barão de Cocais. Como o dono não tinha nenhuma declaração, mais de 950 quilos de pescado foram apreendidos e ele foi multado em R$ 19 mil. Então é importante tanto os pescadores como os comerciantes ficarem atentos em relação às exigências da piracema”, pontuou.
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