19 de dezembro, de 2018 | 15:00

Jadson permanecerá na presidência da Câmara de Ipatinga no biênio 2019-2020

A reunião extraordinária para a eleição da Mesa Diretora foi realizada com um público expressivo no plenário da Casa Legislativa

Wôlmer Ezequiel
Com plenário lotado, vereadores realizaram a votação para a Mesa DiretoraCom plenário lotado, vereadores realizaram a votação para a Mesa Diretora

Os vereadores de Ipatinga fizeram a apreciação da chapa única concorrente à Mesa Diretora da Câmara Municipal durante reunião agitada na tarde de quarta-feira (19). O atual presidente da Câmara, Jadson Heleno (SDD), segue na cadeira, contudo, os demais cargos da mesa passaram por alterações.

Ao lado de Jadson, a mesa será composta por Sebastião Guedes (PT), como vice-presidente; Adiel Oliveira (PV), que ocupa o cargo de segundo-secretário, passará à cadeira de primeiro-secretário e Osimar Barbosa, o Masinho (PSDC), atual vice-presidente, será segundo-secretário.

O presidente reeleito ressalta que pretende continuar com o planejamento estratégico estabelecido desde o início de sua gestão, quando assumiu o cargo no dia 25 de junho deste ano.

“Iremos continuar com tudo o que deu certo, que é o planejamento estratégico institucional governamental. Isto nada mais é que chamar os servidores, os vereadores e os chefes de gabinetes para discutir e planejar. O que fizemos nestes cinco meses de mandatos foi trabalhar com planejamento. Por isso, que tivemos o resultado de nossa reeleição”, declara Jadson.

Por cumprir um mandato “tampão” em decorrência da posse de Nardyello Rocha (MDB), então presidente da Casa Legislativa, como prefeito de Ipatinga, Jadson pôde se recandidatar para a cadeira de presidente do Poder Legislativo municipal.

A reunião extraordinária para a eleição da Mesa Diretora foi realizada com um público expressivo no plenário da Casa Legislativa. Em diversos momentos, as pessoas presentes se manifestaram durante as falas dos vereadores. Em alguns momentos, o presidente da Câmara interviu para acalmar os ânimos dos cidadãos.

Voto “contrário”

De acordo com o regimento interno da Câmara, os vereadores foram chamados nominalmente à tribuna para declarar o voto na chapa. Como o referendo foi chapa única, todos os vereadores votaram na chapa “Parlamento Forte”, uma vez que o regimento não estabelece votos de “sim” e “não”, além de não prever a abstenção ao voto.
Ao manifestar na tribuna o voto, alguns vereadores realizaram discursos a respeito da importância da Mesa Diretora, no sentido de acreditar e de ter esperanças no trabalho da chapa eleita. Contudo, a vereadora Rita de Cássia Souza Carvalho (PSB) se posicionou contrária aos futuros representantes da mesa.

“Já propusemos várias emendas ao regimento interno. Não posso acreditar, que nesta pós-modernidade em que vivemos, exista um regimento de uma Câmara Municipal que impeça o voto. Que fala ao vereador que ele é obrigado a votar. Só porque é uma chapa, não me impede ser contra”, destaca Cassinha Carvalho.

Propostas de modificações ao regimento interno devem ser apreciadas no próximo ano. Uma das emendas seria exatamente a respeito da eleição da mesa diretora em caso de chapa única, como explicou o procurador da Câmara, Adalton Cunha, no uso da tribuna.

“O trabalho de um novo regimento já está concluído. Nesta parte da eleição da mesa, está previsto no novo documento a abstenção e no caso de chapa única o voto ‘sim’ e o voto ‘não’. Infelizmente o regimento atual manda votar direcionado a uma chapa”, pontua o procurador.

Para o presidente Jadson, o atual regime interno não tem caráter antidemocrático. “A Secretaria Geral ficou aberta até ontem de 8h às 18h para o registro de chapa, nada mais do que democrático. Só a nossa chapa que foi registrada, ninguém teve o seu direito cerceado. Mas estamos discutindo o regimento interno”, salienta Jadson.
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