27 de março, de 2019 | 14:40
Paralisação da mineração traz prejuízos a Minas, aponta Fiemg
Essa revisão contempla os recuos de produção, de massa salarial e as perdas de exportações, de arrecadação tributária e de empregos na atividade minerária e em sua cadeia de fornecedores
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Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, paralisação no setor afeta gravemente a sociedade mineira
Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, paralisação no setor afeta gravemente a sociedade mineira O PIB mineiro pode fechar 2019 com recuo de 4% com a perda de 851 mil empregos. A estimativa está em um estudo que a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) acaba de lançar, no qual analisa os efeitos da paralisação das atividades minerárias no estado. O trabalho considera três diferentes cenários no horizonte de três anos (2019-2021): "pessimista", com a interrupção de 70% das atividades do setor, "otimista", com a retomada gradual da mineração, e "atual", marcado pela paralisação de aproximadamente 50% da produção minerária estimada para 2019. A atividade em algumas minas no estado foi interrompida após o rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro.
O cenário atual é de queda de 90 milhões de toneladas na produção de minério de ferro no estado. Caso esse nível de paralisação parcial da mineração continue até o fim de 2019, um dos reflexos é o recuo na projeção de crescimento do PIB mineiro que, no fim de dezembro de 2018 era de 3,3% e, em março deste ano, caiu para 0,8%. Essa revisão contempla os recuos de produção, de massa salarial e as perdas de exportações, de arrecadação tributária e de empregos na atividade minerária e em sua cadeia de fornecedores. "Tínhamos previsto um crescimento vigoroso para 2019. Os efeitos sobre a economia e sobre a vida da população serão enormes", afirma Flávio Roscoe, presidente da Fiemg.
Os impactos negativos dos cenários em estudo não são apenas para a indústria. Na cadeia de fornecedores da mineração, os setores mais afetados seriam o de comércio, transportes terrestres e armazenamento, construção, serviços financeiros e energia. De acordo com as estimativas da Fiemg, a descontinuidade da atividade de extração minerária em Minas Gerais até o final do ano pode levar a um corte de mais de 100 mil postos de trabalho em 2019 nesses setores. Se for levada em consideração a queda de produção de segmentos que dependem direta ou indiretamente do minério como insumo siderurgia, metalurgia, automotivo, equipamentos elétricos, entre outros , o número de desempregados pode subir para quase 900 mil em todo o estado no período de 12 meses, levando à contração do PIB de Minas Gerais.
Para Roscoe, o setor extrativo mineral está consciente dos desafios impostos por esse novo momento e está implementando medidas de segurança. "A lei foi alterada e barragens a montante estão banidas de nosso estado. Entretanto, precisa-se de um tempo adequado para a retirada total dos seus conteúdos, pois são volumes grandes", esclarece. "É possível fazer mineração com segurança e sem os riscos que levaram ao rompimento da barragem de Brumadinho. Estamos trabalhando para isso", afirma o presidente da Fiemg.
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