28 de março, de 2019 | 15:00
Secretaria de Saúde alerta sobre acidentes com animais peçonhentos
Somente em 2018, a Secretaria de Saúde de Ipatinga registrou 567 casos de pessoas picadas por animais peçonhentos
Secom-PMI
Soro antipeçonhento está sendo distribuído em quantidade reduzida aos estados e, consequentemente, aos municípios
Soro antipeçonhento está sendo distribuído em quantidade reduzida aos estados e, consequentemente, aos municípiosO constante aumento do número de notificações de acidentes com animais peçonhentos nos últimos anos, em todo país, somado à redução da produção de soros antipeçonhetos por parte do Ministério da Saúde, colocou em alerta a Secretaria de Saúde de Ipatinga que, por meio da Seção de Vigilância Epidemiológica, orienta a comunidade a adotar medidas de prevenção.
Somente em 2018, a Secretaria de Saúde de Ipatinga registrou 567 casos de pessoas picadas por animais peçonhentos. Do total, 387 foram por escorpião, 67 por serpentes e 26 por aranha. Neste ano, somente nos três primeiros meses, há 137 casos notificados.
Há uma preocupação porque se compararmos esse número de 2018 com o ano anterior houve um aumento alarmante. Em 2017 tivemos 219 casos. São 348 a mais em 2018. A apreensão fica ainda maior quando há redução na produção de soros antipeçonhetos. Por isso pedimos a ajuda da população”, explica a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde do município, Mara Fernanda Andrade.
Cuidados
A orientação é para os cuidados especiais no sentido de evitar acidentes com animais peçonhentos, principalmente escorpiões, cobras e aranhas. A Secretaria de Saúde faz uma alerta ainda maior em relação aos acidentes causados pelo escorpião, principalmente quando envolve criança.
A diretora do Departamento de Vigilância recomenda que as pessoas usem botas quando forem para a zona rural e adotem luvas de proteção ao mexer com entulhos, além de manter limpas, sem mato, casas que ficam situadas em sítios e chácaras.
Fui picado, e agora?
Em Ipatinga, em caso de acidente deve-se encaminhar a vítima diretamente para a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA). Se possível, o ideal é levar o animal causador do acidente para identificação ou acionar o Corpo de Bombeiros Militar (193). Manter a pessoa em repouso é também recomendável, para evitar que seus movimentos favoreçam a absorção do veneno.
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