29 de abril, de 2019 | 16:17

Bom começo

Fernando Rocha

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Fernando RochaFernando Rocha
Alvíssaras. Não poderia ter sido melhor a primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2019, superando todas as expectativas antes do começo, que eram mais negativas do que positivas.

Comparando alguns números, vimos os avanços ocorridos, por exemplo, o fato de que, em 2018, a média foi de 2,18 gols por jogo, a mais baixa desde a implantação dos pontos corridos, em 2003; a média de público, em 2018, foi de 18.821 torcedores por jogo, a melhor desde 1987.

Pois agora o Brasileirão de 2019 começou com a melhor média de gols dos pontos corridos, 3,30 gols por jogo, e média de público superior à do ano passado, com 20.424 torcedores por jogo.

É verdade que foi só a primeira rodada, mas já é alguma coisa, um bom sinal, diante do quadro de mesmice do nosso futebol, e não só pela incapacidade, mas também pelo instinto de sobrevivência dos treinadores, sempre ameaçados de perder o emprego, e que por isso priorizam esquemas defensivistas, sem se importar com a qualidade do espetáculo.

‘Geni’ celeste
Os dois grandes jogos da primeira rodada foram Grêmio 1 x 2 Santos, domingo pela manhã em Porto Alegre, e Flamengo 3 x 1 Cruzeiro, sábado à noite, no Maracanã.
Acompanhando o trabalho dos colegas de crônica esportiva, achei exagerado o volume das críticas feitas à atuação do jovem zagueiro Murilo, transformado na ‘Geni’ celeste, após o mau resultado no Rio de Janeiro.

Fora da curva ou péssimo estiveram o goleiro Fábio, que falhou clamorosa e desastradamente ao sair em falso - “catando borboleta” -, o que possibilitou o gol de empate rubro-negro; além do zagueiro Dedé, irreconhecível, desengonçado, estabanado, mal colocado na maioria das vezes, além de imprudente no lance que quase vitimou seriamente o zagueiro Rodrigo Caio, do Flamengo.

Mas, como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, sobrou para o Murilo, que levou pancada de tudo quanto é jeito, enquanto alguns medalhões, de quem se esperava muito mais e nada fizeram em campo, tiveram um tratamento diferenciado.

Como escreveu em sua coluna na “Folha de São Paulo” o ex-craque Tostão: “Segundo os entendidos, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro e Grêmio são os mais fortes candidatos ao título. São os mesmos favoritos do ano passado. Tenho dúvidas. Há outras boas equipes. Tudo vai depender de detalhes durante a competição”.

FIM DE PAPO
• A vitória do Atlético sobre o Avaí, por 2 x 1, mesmo apertada, sofrida, considerando ser o adversário modesto e que vai lutar exclusivamente para não ser novamente rebaixado, serviu para acalmar um pouco os ânimos da torcida, que perdeu de vez a paciência com a diretoria e alguns jogadores, até então considerados intocáveis. Esses aí, mais experientes, não sentem tanto a pressão, mas os jovens são afetados diretamente e no fim todos saem perdendo.

• A continuidade da crise ou a confirmação da trégua entre as partes vai depender do jogo de amanhã no Rio de Janeiro, contra o Vasco da Gama, que está ainda mais desacreditado e vem de uma goleada de 4 x 1 sofrida em Curitiba para o Athlético-PR. Ainda vivendo turbulências internas, sem treinador efetivo, o Galo tem amplas possibilidades de obter uma segunda vitória na competição, assim como de sair derrotado de São Januário e ressuscitar mais um defunto.

• Dos quatro principais campeões estaduais, só o Flamengo venceu na abertura de Brasileirão. Corinthians, Grêmio e Cruzeiro perderam, bem como Avaí e CSA, representantes de centros menores do nosso futebol, bem como o Athlético e Bahia, que venceram. Estes resultados apenas constatam o chamado “óbvio ululante” de Nelson Rodrigues, ou seja, que os estaduais neste formato ultrapassado não servem para nada, há não ser preencher e transformar em perdidos os quatro primeiros meses do ano no calendário esportivo nacional.

• E o simpático ‘vovô’ Ceará é o líder do Brasileirão após a primeira rodada, algo inédito na sua história, mas que tem data e hora para terminar, na medida em que a competição prosseguir. A explicação está nos cartões, já que Ceará e Palmeiras empatam na maioria dos critérios de desempate (um jogo, 1 vitória, 4 gols marcados, 4 gols de saldo). Então, coube aos cartões a definição do primeiro colocado. Neste caso, graças a um cartão amarelo recebido pelo ‘malucão’ Deyverson, o Palmeiras perdeu a liderança para o ‘vovô’ cearense, o ‘flanelinha’ da vez. (Fecha o pano!)
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Comentários

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Ailton Jones

01 de maio, 2019 | 08:48

“Bom dia Fernando!
Excelente opinião! Penso que as primeiras cinco rodadas do brasileirão nos analisará quem tem café no bule! Quem segurar as ondas teóricamente brigarão pelo título! Cruzeiro e Atlético devem pensar em resultados imediatos e não acharem que podem recuperar pontos perdidos ao longo do campeonato! Ponto perdido é ponto perdido - não tem choro e nem vela! Abraço!”

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