08 de maio, de 2019 | 18:10

Administração responsabiliza Legislativo fabricianense por inclusão no CAGEC

A situação colocou o município na posição de inadimplente, o que inviabiliza a vinda de recursos federais e estaduais

Divulgação
Prefeitura de Coronel Fabriciano credita ao Legislativo sua inclusão no CagecPrefeitura de Coronel Fabriciano credita ao Legislativo sua inclusão no Cagec

Uma dívida da Câmara Municipal, na gestão do ex-presidente Leandro Tenório de Oliveira, o Xingozinho, levou à inclusão do CNPJ do município de Coronel Fabriciano no Cadastro Geral de Convenentes (Cagec). A afirmação é da administração municipal, que faz a alegação com base em dados divulgados pelo próprio órgão. Este levantamento aponta que, no ano de 2017 e início de 2018, o Legislativo descontou o INSS da folha de pagamento dos servidores, mas não recolheu os valores de forma integral ao órgão federal.

A situação colocou o município na posição de inadimplente, o que inviabiliza a vinda de recursos federais e estaduais.

Busca de solução

A assessoria da Prefeitura de Coronel Fabriciano informou que busca, com apoio do atual presidente da Câmara, vereador Adriano Martins, uma solução para o problema. A intenção é evitar prejuízos como a não liberação dos recursos para o aparelhamento da UPA, dentre outras ações próximas de serem concluídas. Foi informado também que o prefeito Marcos Vinicius (PSDB) solicitou aos secretários esclarecimentos a respeito da dívida e “todo empenho para limpar o nome da cidade junto aos órgãos fiscalizadores”.

Punição

Conforme o governo, mesmo a dívida sendo da Câmara, o município é penalizado por ser o gestor dos recursos municipais. “Nós não podemos herdar uma fama que não é nossa. Desde o começo da gestão procuramos sanear as dívidas, resgatar convênios que foram perdidos e promover a organização financeira do município, que realmente estava bagunçada, mas essa inadimplência é de uma gestão temerária da câmara, sobre a qual não temos a menor culpa”, afirmou Marcos Vinícius. “Se houve erro lá, o Ministério Público precisa agir e punir quem errou e não a nossa gestão, que é séria e comprometida com a boa administração do dinheiro público”, concluiu o prefeito.

Outro lado

Procurado pelo Diário do Aço, Xingozinho afirmou que houve um erro contábil. Ele aponta que o recolhimento foi feito, mas o percentual do recolhimento foi 1% a menos, por um equívoco por parte do contador responsável à época.
“O presidente da Câmara não é técnico. Ele delega funções para as pessoas. O fato é que o valor não deixou de ser recolhido, só esse pequeno percentual, mas a questão está sendo sanada pelo Legislativo de Fabriciano. Nossa lisura é tanta, que devolvemos R$421 mil, ao fim de nossa gestão. Esse valor foi utilizado no hospital José Maria Morais. Promovemos concursos e diminuímos cargos comissionados. Tudo isso comprova que fomos, sim, responsáveis com o dinheiro público. Tenho sofrido perseguição por parte do prefeito, pois faço parte de uma comissão em que ele é investigado, mas estou tranquilo”, reiterou.

Fake News

A administração de Coronel Fabriciano acrescentou que a inadimplência do município foi usada de forma equivocada por pessoas ligadas à oposição política. “Mesmo com acesso às informações reais, a oposição produziu uma
fake News, que foi espalhada por meio das mídias sociais e imprensa. A cidade não suporta mais isso. Estamos envergonhados dessa velha política que não sabe elogiar nunca, apenas criticar e produzir notícias falsas”, desabafou o secretário.

Obras

Por fim, o governo afirma que três grandes obras deverão ser inauguradas nesse ano: a reforma do antigo prédio da Fundação, que abrigará cinco secretarias municipais e um almoxarifado, o CMEI Dom Lelis Lara, no Caladinho do Meio que abrirá mais de 100 novas vagas de creche na cidade e a UBS JK, que está em fase de conclusão. Para 2020 devem ser inauguradas a UPA 24h e a expansão do Paço Municipal, com a conclusão do prédio que está inacabado há 14 anos, obra que já foi reiniciada e vai ajudar o município a economizar mais de R$1,7 milhão em aluguéis, conclui a nota do governo.
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