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17 de setembro, de 2019 | 12:10

Taxistas ipatinguenses apontam queda de mais de 50% em suas corridas

Para muitas pessoas, o serviço moderno contribui bastante, devido a sua facilidade e agilidade

Atualmente é comum o uso de aplicativos de transporte para percorrer determinados trajetos. Sejam curtos ou longos, os aplicativos caíram no gosto popular. Nas cidades em que esse tipo de serviço é oferecido, o usuário pode solicitar uma corrida em qualquer ponto da cidade, desde que tenha um aparelho de celular com internet e GPS, além do aplicativo instalado no seu aparelho.

Para muitas pessoas, o serviço moderno contribui bastante, devido a sua facilidade e agilidade. Entretanto, nem todos ficaram satisfeitos com essa modernidade. Esse é o caso dos taxistas. A exemplo das grandes cidades, também nas cidades de porte médio a procura pelo táxi convencional enfrenta queda vertiginosa. Em entrevista ao Diário do Aço, profissionais da categoria informaram que tiveram uma queda de 50% em suas corridas, com o surgimento dos motoristas de transporte por aplicativo.

Conforme o taxista Antônio Augusto Teixeira, conhecido como “Toninho do Táxi”, que trabalha nesse ramo há 40 anos em Ipatinga, há pouco tempo quando surgiram as corridas por aplicativos de celular, não houve tanto impacto, mas com o tempo, foi a demanda foi diminuindo para os taxistas. “Muitos dos meus clientes já até me falaram que estão utilizando mais esses aplicativos, mas ainda têm alguns que me dão preferência. Só que alguns colegas taxistas, que são novatos, não estão conseguindo fazer corridas. Inclusive, eu que trabalho aos domingos, costumo chegar às 7h e ficar quase o dia todo sem atender um cliente aqui no Centro de Ipatinga, o que era muito difícil antigamente. Eu mesmo tive uma queda de 50% na procura por corridas”, informou.

Para Carmindo Ferreira de Andrade, que é taxista há 15 anos, o número de corridas teve uma redução drástica para ele. “Diminuiu bastante, mais de 50% das minhas corridas. Mas não foi só com a chegada dos motoristas de aplicativos, as corridas clandestinas também contribuíram para essa queda. O taxista ficou isolado, porque tem muitas cobranças e ninguém olha para a nossa categoria. E como a categoria é pequena, não temos força igual essas outras empresas para cobrar uma maior fiscalização”, citou.

O taxista Carmindo também acrescentou que não pretende abandonar o seu serviço e vai se adaptar às corridas por meio de aplicativo de transporte. “Pelo o que eu sei, essas corridas por aplicativo não dão tanto dinheiro. Percebo que o motorista entra nesse negócio, fica alguns meses e depois sai. É um sistema rotativo. Sai um e entra outro. Eu, felizmente, não dependo do táxi para sobreviver. Sou um metalúrgico aposentado. Faço mais para ter uma renda extra. Mas tenho companheiros que dependem disso. Então, esses profissionais estão passando um sufoco danado”, enfatizou.

O motorista de táxi João Cesário da Silva, que trabalha nessa atividade há 27 anos, também ressaltou que após o surgimento dos aplicativos de corrida, perdeu mais de 60% dos seus clientes. “Quem depende só do táxi não tem como sobreviver. Não vai ter condições financeiras para trocar de carro. Eu vou ficar nesse ainda, porque sou aposentado. Entretanto, para sobreviver, o táxi não dá mais. Além disso, eu acredito que não compensa me tornar um motorista de aplicativo, não há muito retorno financeiro assim”, destacou.

(Tiago Araújo - Repórter)


Wôlmer Ezequiel
Toninho do Táxi informou ao Diário do Aço que, aos domingos, quase não há mais procura pelo serviçoToninho do Táxi informou ao Diário do Aço que, aos domingos, quase não há mais procura pelo serviço


Wôlmer Ezequiel
Carmindo Ferreira destacou que, mesmo com a redução do número de clientes, não pretende abandonar o serviço de táxi Carmindo Ferreira destacou que, mesmo com a redução do número de clientes, não pretende abandonar o serviço de táxi


Wôlmer Ezequiel
João Cesário disse que perdeu mais de 60% dos seus clientes João Cesário disse que perdeu mais de 60% dos seus clientes
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Comentários

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Desempregado

19 de setembro, 2019 | 09:12

“Uma piada!!
Dos 3 taxistas entrevistados apenas um de fato esta explorando o serviço com dignidade.
Os outros dois aposentados deveriam ajudar os seus colegas a saírem do sufoco.será que eles não percebem o mal que estão fazendo a eles!!!!
Simples para não ficar parado o sujeito tem duas opções.
01 comprar casa em guriri.
02 comprar táxi ou van escolar.
O discurso sempre o mesmo.
'' Você já viu né??? A mente não pode ficar parada e o corpo não pode encher de ferrugem. ""
Conversa para boi dormir”

João

18 de setembro, 2019 | 16:24

“É simples, se adequam ao novo serviço e passe ganhar dinheiro com cobrança justas dos passageiros.
Parem de extorquir, cobrando altos valores afinal todos contra a corrupção neh?!!

E sim, quem trabalha ganha dinheiro basta querer.

Todos aposentados, aí depois brigam por causa da reforma, tecontá viu.”

Hermelindo Dias Santos

18 de setembro, 2019 | 11:34

“É preciso regulamentar o serviço de transporte de aplicativo para que a concorrência seja pelo menos justa. Os taxistas pagam taças, devem passar por vistorias do veículo e taxímetro enquanto os que prestam serviço pelo aplicativo exploram o serviço sem nenhum custo, trazendo inclusive prejuízo aos cofres públicos!”

Jane

18 de setembro, 2019 | 11:13

“Ainda que a qualidade do atendimento por aplicativos no Vale do Aço não seja tão boa quanto na capital, ainda é melhor que Táxi. Já tive que por uma mala pesadíssima sozinha no porta malas de um táxi, o motorista nem se dignou a sair do veículo, na época não tive opção. Atendimento ruim, caro. No Vale muitos rodam sem usar taxímetro, excesso de esperteza. Tempos atrás(antes dos apps) um combinou de me levar ao destino por um valor. Acrescentou outro passageiro desconhecido e não rateou o valor sendo que o destino era quase o mesmo. Ainda descobri que queria cobrar mais barato do sujeito. Apelei e teve rateio. Táxi nunca mais. Nos app podemos avaliar o atendimento e ainda compartilhar nossa rota. Acostumaram a atender sem profissionalismo, mas a concorrência chegou.Salvo honrosas exceções taxistas atendem muito mal.”

Pedrin Perito

18 de setembro, 2019 | 07:24

“É só inovar caros amigos taxistas, hoje é essencial ter essa visão empreendedora.Usar veiculos padroes e usar sempre o ar condicionado.Evitar carros com cores chamativas,adesivados,cheios de luzes,cliente busca privacidade e segurança.Outra possibilidade é a ousadia em criar alternativas,como instalaçao de aplicativos,facilidade e comodidade para efetuar pagamentos e fazer uma gracinha com o cliente criando promoçoes..."corrida premiada" " taxi fiel_cartao fidelidade- acumulando 5 corridas no ano vc ganha uma corrida de tantos kms ou desconto de 50%...

Tipo assim, todo agrado ainda é pouco, mas gostamos de qualquer coisa que seja "brinde".”

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