27 de setembro, de 2019 | 15:44

Show de horrores

Fabrício Pereira

Divulgação
Fabrício PereiraFabrício Pereira
Tem sido uma temporada desastrosa, a do futebol mineiro em 2019. O Cruzeiro vive uma crise política e técnica sem precedentes. A equipe vai passar muito arrocho até a última rodada do Campeonato Brasileiro, mas irá se salvar apesar dos problemas, desde que não tropece mais contra seus principais concorrentes.

O Cruzeiro sempre tem grandes conquistas, a exemplo das duas últimas Copas do Brasil (2017/2018) que o time faturou. Penso que o clube terá muitas dificuldades para contratar um treinador vitorioso neste momento. O grupo de jogadores não passa confiança para ninguém, em termos de respeito e credibilidade. Jogador não pode escalar time. E o restante do grupo, aqueles que não serão titulares, nunca irão assimilar isso.

Pior ainda
Mas o show de trapalhadas continua mesmo é no Atlético. Sua numerosa e fanática torcida não merece tanta incompetência, e cobra a falta de gana para grandes conquistas desde 2015, quando teve início a era Daniel Nepomuceno no clube, e atualmente com Sérgio Sete Câmara.
O Atlético se acomodou com a conquista do primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, e só voltou a ter conquistas relevantes em 2013, com a Copa Libertadores, e 2014, com a Copa do Brasil.

Ou seja. Foram apenas cinco temporadas em que o time fez seu torcedor se encher de orgulho, incluindo a conquista da Recopa, e vice-campeonato da Copa do Brasil em 2016 e vice-campeonato do Brasileirão em 2012 e 2015.
Acomodado com um elenco recheado de jogadores perdedores, muitos sem nenhum respeito pela instituição, o futuro do clube continua tenebroso para os próximos anos, se não houver uma mudança rápida de postura de seus gestores.
Não adiante ter estádio, ou CT de primeira, e passar tantos anos sem um grande título. Nos dias de hoje, a cada década sem taça sua torcida encolhe, porque outros times emergentes vão aparecendo, a exemplo do Athletico Paranaense.

Vejam o exemplo do América. Tem estrutura, estádio, CT e força nos bastidores, mas não tem torcida mais. O América achou que era grande, e da década de 1960 para cá seu torcedor desapareceu. Hoje o clube tem pouco mais de 200 mil torcedores, segundo as últimas pesquisas. Outro exemplo claro é o Botafogo, que a cada ano sem taça - a última foi o Brasileirão de 1995 - vê sua torcida encolher e sua receita cair ainda mais.
Um clube da grandeza do Atlético não pode ter o mesmo número de títulos do Brasileirão e Copa do Brasil que o Sport Recife e Athletico Paranaense. É inadmissível.

Quanto ao elenco atual, penso que o Atlético tem que manter essa turma para encerrar o ano, incluindo o entregador de camisas, e precisa de mais umas cinco vitórias em 18 partidas para se manter na elite. Será uma luta daquelas, a começar pelo Ceará, neste domingo (29), no Independência, e depois disso contratar um treinador de fato, e dar suporte para que ele comece a montar seu time com peças de sua confiança. Porque de 2015 até este ano, foram cinco temporadas e apenas uma conquista: o Campeonato Mineiro de 2017.

BOLA NA ÁREA
Na próxima segunda-feira (30), o programa Bola na Área será transmitido direto da área de eventos do campo do Clube Esporte Bethânia, próximo ao local da feira do bairro de mesmo nome. Música ao vivo com Claudiano Silva. Aguardamos você. Siga-nos ao vivo: Facebook - Bola na Área e Instagram - Bolanaarea.esportes.

Contatos com a coluna: E-mail - [email protected]. WhatsApp - (31) 98632-3341.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário