24 de outubro, de 2019 | 16:00

SAMU é tema de audiência pública na ALMG

O objetivo do encontro foi debater as condições de atendimento do SAMU em Minas Gerais, serviço que atende cerca de 80% da população do Estado

Divulgação
A prioridade da implantação do SAMU Regional foi um dos temas do encontroA prioridade da implantação do SAMU Regional foi um dos temas do encontro

Dificuldades dos trabalhadores dos Serviços de Atendimentos Móveis de Urgência (SAMU), problemas nos consórcios temáticos da saúde, falta de reajustes nos repasses para manutenção dos serviços, além da necessidade de pagar as verbas atrasadas de anos anteriores foram cobranças apresentadas em audiência pública nesta quarta-feira (23). A reunião realizada na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi fruto de requerimentos de diversos deputados estaduais entre eles, Celinho do Sinttrocel (PCdoB).

O objetivo do encontro foi debater as condições de atendimento do SAMU em Minas Gerais, serviço que atende cerca de 80% da população do Estado, de acordo com a superintendente de Redes de Atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Karina Taranto.

O representante dos trabalhadores do Consórcio Macro Nordeste/ Jequitinhonha (CISNORJE), Lutmar Ribeiro da Fonseca, apresentou as dificuldades que os trabalhadores enfrentam no dia a dia, relatando que os dois últimos salários não foram pagos integralmente, bem como horas extras do período também.

Na reunião, Celinho informou que, em conjunto com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), participará, no dia 11 de novembro, de uma assembleia da categoria em Teófilo Otoni, onde espera debater a situação dos trabalhadores e encaminhar soluções concretas.

A diretora do Sind-Saúde, Núbia Roberta Dias, pontuou que, além disso, há ainda a falta de uma carreira específica.

SAMU no Leste mineiro

Devido à crise econômica do país e do Estado de Minas Gerais, o debate sobre a prioridade da implantação do SAMU Regional para os consórcios CISVALES e CONSURGE ganhou destaque nos debates públicos.

Celinho cobrou da Secretaria de Estado da Saúde maior diálogo e participação entre todos os envolvidos. “É preciso garantir o atendimento do SAMU para o Leste de Minas. Verificar os modelos que estão sendo colocados e se vão funcionar de forma positiva para todos os 86 municípios, sendo 51 participantes do CONSURGE e 31 consorciados ao CISVALES, em igual velocidade na implantação e igual qualidade no atendimento dos serviços”, apontou.

“O SAMU é o socorro imediato da vida em momento de grande risco de morte na maioria dos casos. Não cabe nesse debate politicagem, ações aventureiras e individuais, mas garantir o atendimento e o debate de todos os atores envolvidos. Os prefeitos, os deputados estaduais e federais, os hospitais, os trabalhadores do SAMU, enfim, todos os envolvidos. Por isso cobro maior transparência e abertura neste debate”, pontuou Celinho. “A luta é pela implantação definitiva do SAMU no Leste de Minas no máximo no primeiro semestre de 2020”.

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