30 de outubro, de 2019 | 12:27
Ameaça de fechamento do Hospital Vital Brazil é tema de reunião
O atraso nos repasses do Governo do Estado para a Fundação completou quatro meses nesta semana, o que inviabilizou o pagamento dos salários do corpo clínico do hospital
Divulgação
Celinho do Sinttrocel se reuniu com representantes do hospital e da Saúde do Estado para tentar impedir paralisação do corpo clínico
Celinho do Sinttrocel se reuniu com representantes do hospital e da Saúde do Estado para tentar impedir paralisação do corpo clínicoA execução dos repasses financeiros do Governo do Estado para a Fundação Fundação São Camilo, a fim de evitar a paralisação do corpo clínico do Hospital e Maternidade Vital Brazil, em Timóteo, a partir desta sexta-feira (1), foi tema de reunião essa semana entre o deputado estadual Celinho do Sinttrocel (PCdoB), gestores da Fundação São Camilo.
Conforme o parlamentar, ele se reuniu terça-feira (29) com o diretor-geral da Fundação São Camilo em São Paulo, Alex Moreira; o consultor administrativo, Anchieta Poggiali, o diretor-geral do hospital, Giovane Freitas; o secretário adjunto de Saúde, Luís Marcelo Cabral Tavares; e o superintendente regional de Saúde, Ernany Duque.
O atraso nos repasses do Governo do Estado para a Fundação completou quatro meses nesta semana, o que inviabilizou o pagamento dos salários do corpo clínico do hospital. Por causa dessa situação, a equipe, em assembleia, aprovou a paralisação de 100% dos atendimentos, além da urgência e emergência a partir desta sexta-feira.
Celinho aponta que, além dos prejuízos imediatos para Timóteo, toda a região do Vale do Aço será prejudicada com a sobrecarga nos demais hospitais da região como Márcio Cunha, em Ipatinga e o Dr. José Maria Moraes, em Coronel Fabriciano.
No encontro, o parlamentar pediu que o Estado garanta até esta sexta-feira não só o pagamento de parcelas atrasadas, como também uma programação financeira para os pagamentos atrasados, para dar mais segurança ao corpo clínico e funcionários do Vital Brazil.
Exemplo
Celinho citou o exemplo do que foi construído com o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) e o hospital Márcio Cunha, neste ano, que garantiu a retomada dos atendimentos aos servidores públicos naquela unidade hospitalar. Houve um acordo, um planejamento de créditos em favor do Márcio Cunha e os atendimentos foram retomados. Creio que podemos fazer algo semelhante, para dar condições de não acontecer a paralisação do corpo clínico. Pois levaria o caos à população não só de Timóteo, mas de toda a região”, disse o deputado.
O secretário adjunto de Saúde, Luís Marcelo, se comprometeu a estudar a viabilidade financeira da proposta e entregar, no máximo até esta quinta-feira (31), a resposta das possibilidades dos desembolsos por parte do Estado. Quanto à renovação do contrato entre Estado e Fundação, ele disse que está em estado avançado e que no máximo em três semanas estará pronto para a assinatura.
Mais cobranças
Celinho cobrou ainda créditos devidos pelo Estado como R$ 68 mil devidos ao programa de incentivo ao parto normal, pactuado no antigo governo, cumprido pelo estabelecimento de saúde e não pago até hoje, como forma também de minimizar a situação do hospital.
Celinho cobrou ainda a solução para a implantação da UTI neonatal por parte do Governo de Minas Gerais e do hospital para permitir a disponibilidade de mais 10 leitos para a região.
Por fim, o deputado estadual solicitou a continuidade das obras de ampliação do Hospital Vital Brazil, que garantirá mais 40 leitos para o atendimento público de saúde na região.
Na manhã de quarta-feira (30), Celinho conversou também com o Secretário de Governo Bilac Pinto, reiterando as suas solicitações e sugestões e cobrando as devidas responsabilidades do Estado para com a saúde do Vale do Aço.
Já publicado
Governo de Timóteo busca solução para Vital Brazil junto ao Estado e ao MP
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