29 de dezembro, de 2019 | 08:00
Superintendente de Saúde avalia aumento do número de casos de sífilis
A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto
Tiago Araújo
Ernany de Oliveira apontou a falta de prevenção, por parte dos jovens, como um dos fatores responsáveis pelos casos de sífilis
Ernany de Oliveira apontou a falta de prevenção, por parte dos jovens, como um dos fatores responsáveis pelos casos de sífilis Considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, a sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.
Nesses últimos anos, houve um aumento do número de casos de sífilis. Conforme os dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em 2017 foram registrados 11.056 casos de sífilis adquirida em Minas Gerais. Já em 2018 foram 14.842, o que representa um aumento de 34%. Enquanto de janeiro a agosto desse ano, já foram registrados 8.235 novos casos em Minas Gerais.
De acordo com o superintendente regional de Saúde, Ernany de Oliveira, esse aumento do número de casos tem sido acompanhado pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano, e que capacitações e orientações são realizadas com os profissionais da área. Estamos oferecendo todo o suporte necessário para os municípios e principalmente para as unidades de atendimento. No início desse mês, foi inaugurado um serviço em Caratinga para tratar dessa IST. Estamos sempre trabalhando com orientação, prevenção e promoção à saúde para evitar novos casos de sífilis”, afirmou.
Campanhas
Na avaliação do superintendente, é difícil apontar uma causa exata para o aumento da contaminação por sífilis, mas ele acredita que as notícias falsas e a falta de prevenção, por parte da população jovem, têm contribuído para esse cenário preocupante. Para resolver isso, precisamos trabalhar mais com as campanhas educativas, no âmbito municipal, estadual e nacional. Temos que enfatizar mais as medidas preventivas e os riscos, para que as pessoas se conscientizem. Vemos doenças que há pouco tempo estavam quase extintas, mas que agora estão retornando com mais força. Portanto, temos que trabalhar cada vez mais para reduzir os índices dessa doença”, salientou.
Balanço
Na entrevista, Ernany de Oliveira também aproveitou para fazer um balanço dos trabalhos na SRS durante o primeiro ano da gestão do governador Romeu Zema. Foi um ano de muita dificuldade. O governador assumiu um estado quebrado, mas com um trabalho sério e árduo vem conseguindo demonstrar que tem condições de oferecer uma saúde de melhor qualidade à população. Dentro da Superintendência, tivemos alguns problemas com hospitais fechando, porém, tivemos outros reabrindo, como o caso dos hospitais de Caratinga, no dia 22 de julho, e de Belo Oriente, no dia 2 de setembro. Além disso, tivemos dificuldades financeiras que levaram à revisão de fluxos aos hospitais”, citou.
Atenção primária
Conforme Ernany de Oliveira, depois de cinco anos, o governo mineiro está conseguindo fazer os repasses da atenção básica para todos os municípios. Foi disponibilizado no mês de dezembro o valor de R$ 10 milhões, que foi dividido para os municípios. Tudo isso é devido ao trabalho sério do governo”, afirmou.
Expectativa
O superintendente também apontou suas expectativas para 2020. Esperamos colher mais frutos ainda, fortalecendo a atenção primária e as unidades hospitalares, para que o atendimento de urgência e emergência seja mais efetivo, evitando o máximo possível de óbitos”, pontuou.
Aedes aegypti
Com a chegada do verão, estação marcada por altas temperaturas, a proliferação do mosquito Aedes aegypti ocorre mais facilmente. Com isso, a SRS já se prepara para esse cenário. A equipe da Superintendência já está há algum tempo com ênfase para esse novo período, trabalhando com capacitação e analisando o Levantamento Rápido de Índice de Aedes aegypti (Lyra) dos municípios, colhidos ao longo do ano. De janeiro até maio, é um período de maior infestação do mosquito. Por isso contamos muito com o apoio da população. Aproximadamente, cerca de 70% dos casos de dengue são dentro das residências. Se a sociedade não abraçar essa causa, não vamos conseguir combater o Aedes aegypti”, concluiu.
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Gildázio Garcia Vitor
29 de dezembro, 2019 | 11:14Parece que o povo brasileiro estamos caminhando a passos rápidos a um "novo" passado medieval: velhas enfermidades, fome, terraplanismo, deuses e demônios de todos os tipos, preconceitos etnorreligiosos etc. Que os Santos Copérnico, Galileu Galilei, Kepler, Einstein, Mendel, Pasteur, Darwin, Osvaldo Cruz, Carlos e Evandro Chagas ( dizem que santo de casa não faz milagres ) e Nietzsche, que deve ter enlouquecido em virtude da sífilis, nos protejam. Amém!”