04 de janeiro, de 2020 | 09:37

Pais antecipam compra de materiais escolares

Embora o mês ainda esteja no começo, planejamento é para fugir das famosas filas nas papelarias

Bruna Lage
Jaqueline e Joel Gonçalves foram às compras no Centro de IpatingaJaqueline e Joel Gonçalves foram às compras no Centro de Ipatinga

A procura por materiais escolares começou. Apesar de o ano ainda estar no início, o Diário do Aço registrou nesta sexta-feira (3) a movimentação de pais que, para evitar as filas, foram à papelaria e garantiram a lista dos filhos. Conforme relatos, o preço dos itens não apresentou grande alteração, até o momento, mantendo a média praticada em 2019. Todos os anos, a orientação dos órgãos de defesa do consumidor é que os produtos da relação tenham função pedagógica, além disso, marcas não podem ser exigidas ou indicadas, mas características técnicas específicas podem ser apontadas para evitar produtos que afetem o ensino ou a saúde do estudante, como é o caso de canetas, tintas, massas de modelar ou colas com cheiros fortes.

A servidora pública Andrea Martins aproveitou o ponto facultativo desta sexta-feira e foi às compras. “Tenho uma filha na faculdade e a outra no curso técnico. Não vi muita diferença em relação ao preço do ano passado. Para 2020 a minha estimativa de gasto é de R$ 600, sem os livros. Preferi vir hoje porque não trabalho, se fosse para usar o horário de almoço, não daria tempo. A papelaria está com um movimento tranquilo, mas ainda assim já encarei uma pequena fila. Daqui pra frente isso só piora, porque não temos muitas opções de lojas, as pessoas se aglomeram nesta e complica muito, ficamos à mercê do valor praticado e também de filas intermináveis”, avalia.

Jaqueline Santos e Joel Gonçalves têm dois filhos em idade escolar. Eles também aproveitaram o período mais tranquilo do mês para adiantar as compras. “Ainda não temos a lista de materiais, mas já sabemos mais ou menos o que será pedido, então resolvemos vir hoje, já que tínhamos de fazer outras coisas pelo Centro de Ipatinga. Nossa média de gastos será de R$ 150, sem os livros”, relataram os pais.
Bruna Lage
Andrea Martins aproveitou o ponto facultativo para comprar material Andrea Martins aproveitou o ponto facultativo para comprar material

Essa foi a primeira vez que Juliana Guedes comprou seus materiais sozinha. Ela irá cursar o primeiro período de Nutrição e não contou com a tradicional presença da mãe, Júlia. “É até estranho vir sem ela, mas em razão de compromissos de trabalho, não pode me acompanhar. Mas como agora eu já sou adulta, acho que dou conta (risos).

Minha lista é mais resumida que as dos anos anteriores. Vou levar caderno, canetas e uma pasta para organizar trabalhos e coisas do tipo, mas confesso que gosto muito de itens de papelaria, são uma paixão. Adoro as cores e papeis neon, assim como as mochilas. Mas em 2020 acho que nem mochila vou comprar. Quero economizar, afinal, quem paga essas despesas agora sou eu”, pondera a jovem de 23 anos.

Atenção
Todos os anos, o Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) orienta que os produtos solicitados pelas escolas precisam, necessariamente, ter uma real função pedagógica e ser de uso individual do aluno. Em caso de dúvidas, os consumidores devem buscar informações junto às instituições de ensino, que devem explicar para que e como o material será utilizado no processo de aprendizagem.


(Bruna Lage - Repórter)
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Comentários

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Zoio de Zoiar

04 de janeiro, 2020 | 14:16

“IPVA, IPTU, IPU,ICMS, PIS, CONFINS e outros impostos. Material escolar, transporte, alimentação, prestação, aluguel e inflação. O povo Brasileiro é um herói nesse planeta Terra. O salário uma miséria. Judiciário e Legislativo com salário acima do Teto, laje e terraço constitucional. Brasil de GRANDES desigualdades.”

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