13 de abril, de 2020 | 15:30
Entenda como reclamar também pode ajudar a solucionar problemas
Bia Nóbrega *
Todas as pessoas já viveram um momento em que não estamos felizes ou algo não corre como planejamos. A partir daí, a tendência é reclamar. É importante lembrar que, ao fazer isso, geralmente colocamos o problema em pauta, e nunca temos uma solução efetiva.Minha posição, com base em meus estudos em Psicologia Positiva, Física Quântica e Programação Neurolinguística, é que reclamar não faz bem. No entanto, há pesquisas que comprovam que, na verdade, as queixas podem ter o efeito contrário em ambientes de trabalho, gerando benefícios. Segundo uma pesquisa feita na Universidade de Melbourne, reclamar sobre o trabalho, especialmente durante o expediente, pode ajudar profissionais a superar descontentamentos relacionados a esses problemas.
É claro, a pesquisa em questão foi feita com um grupo bem específico, uma equipe ocupacional responsável por cuidados paliativos e pacientes oncológicos, mas que ainda assim tem seu valor por comprovar que usar a reclamação e o humor cria laços emocionais que ajudam os profissionais a enfrentarem melhor as situações pertinentes ao trabalho.
Todavia, é comprovado que, como seres sociais que somos, necessitamos viver e conviver com outros, e em ambientes cada vez mais diversos. Os problemas que os profissionais "sofrem" juntos por no mínimo oito horas, é uma excelente forma de identificação e criação de laços. Mas é necessário ter atenção, pois várias empresas possuem diretrizes que, explícitas ou implícitas, não permitem determinado tipo de queixa. Isso advém da perda de eficiência que o comportamento de reclamar gera na empresa, que precisa ser trocado por feedbacks, conversas francas e resolução de problemas.
Algumas dicas essenciais para colocar essas pautas em questão incluem avaliar primeiro se é algo que incomoda a uma massa considerável de pessoas, algo que não é tão pessoal, e sim, uma queixa geral que pode ser resolvida com mais facilidade. Com isso em mente, tente apresentar essa situação a quem pode fazer algo para minimizar o problema. Uma coisa que melhora o relacionamento e também ajuda nesses momentos é construir, de antemão, uma proposta para redução ou eliminação do "problema".
Se você lidera, lembre-se que a reclamação, uma vez existente e conhecida, deve ser tratada. Ela é fruto da forma negativa como as pessoas percebem determinada situação. Dizer que tomou conhecimento e que precisa entender mais para tratar é um ótimo começo. Aprofunde o diagnóstico e questione possíveis soluções para decidir como minimizar ou eliminar o problema.
É certo que, em um ambiente de trabalho ou não, reclamar por reclamar não gera solução alguma. É preciso entender as raízes das situações e então clarificar tudo, de forma que ocorra um benefício a partir da queixa. Isso também vale para fora do ambiente profissional.
* Palestrante na Área de Recursos Humanos em empresas líderes em seus setores. Graduada em Psicologia pela USP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV-SP, coautora do livro Mapa da Vida” - Editora Ser Mais.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















Tião Aranha
15 de abril, 2020 | 10:34Mais importante que 'reclamar' é o replanejamento geral que envolve uma reciclagem ao longo do processo de (planejamento gerencial) que gera novos rumos de ação. Passada a crise do coronavírus, os donos de empresas vão cobrar muito mais de seus gerentes quanto à ascensão dessa competição em busca de a maior competência e a produtividade esperada como o propósito de recuperar em pouco tempo o prejuízo ocasionado pelo tempo perdido da baixa produção empresarial. Essa é a política do neoliberalismo econômico atual. Em qualquer cargo ocupado, o homem de luta oferecerá aos outros mais do que o seu tempo, forças e posses. Oferecerá confiança, segurança e amizade. Isso só será possível quando o indivíduo vence o medo e o orgulho; quando possui confiança em si mesmo e coragem. É neste sentido que a arte de educar em qualquer situação funciona. Esta, deve ser entendida sempre como pre-requisito para preparar o homem para a luta. Afinal, estamos sempre nos educando para a vida. Para um homem assim preparado de ter consciência da própria força - a única e verdadeira garantia da paz e da liberdade. Pro outro lado, dominando a voz de uma pessoa, conseguiremos dominar a sua vontade. A pessoa que pensa que sua capacidade é de categoria inferior, vende a si mesma e essa baixa avaliação de si mesma, de modo geral, passa despercebida pelos outros. O homem é sempre uma possibilidade a mais, e a maioria analisa sua confiança pelo outro analisando o feito no seu passado. Essa observação durante a contratação dum funcionário é o muito importante; pois nela o gerente analisa o passado do mesmo. Através do passado uma pessoa projeta o seu futuro. - E quem não tem passado? Projeta o quê?”