08 de maio, de 2020 | 08:55

Homem é preso por manter mulher em cárcere privado, em Fabriciano

Aposentado ainda teria estuprado a vítima por dias enquanto esteve aprisionada no apartamento dele

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A prisão de um homem de 49 anos pode revelar uma situação violenta descoberta em Coronel Fabriciano. M.L.S. foi denunciado, por uma mulher de 30 anos, por praticar abusos sexuais durante dias quando a manteve em cárcere privado no apartamento dele, localizado na avenida Magalhães Pinto, no distrito de Melo Viana.

A mulher, C.B.S., conseguiu escapar do cativeiro na tarde de quinta-feira (7), acionou a Polícia Militar e revelou que conheceu M.S. há dois meses. Ela morava no bairro Sylvio Pereira I e, com o transcorrer do relacionamento, o namorado convidou C.B. para ir morar com ele em seu apartamento, habitado também por um casal de idosos, pais do acusado.

M.L. seria aposentado e exerceria de forma esporádica a função de auxiliar de necropsia. Poucos dias depois da mudança para o apartamento, segundo a vítima, o namorado mudou de comportamento e passou a xingá-la constantemente. Assim que C.B. falou que iria embora, conforme a mulher, o acusado teria a trancado no quarto.

Ele retirou o acesso à fechadura e trancou também a janela. A mulher alega que passou a viver aprisionada no quarto tendo que fazer as necessidades fisiológicas em um balde. A vítima passou a ser alimentada no cômodo recebendo um prato de comida, sem direito de deixar o local, como relatou na conversa com a PM.

Além de se mantida aprisionada, M.L. passou a agredir a mulher com socos e tapas, e a manter relações sexuais forçadas com ela. C.B. afirma que era obrigada a se submeter a fetiches sexuais do homem. Afirma a vítima que o autor usava entorpecentes como crack, e forçava a vítima a fumar a droga também. Neste tempo de privação de liberdade, a vítima disse que gritou várias vezes por socorro, mas sem sucesso. Ninguém apareceu para salvá-la da situação.

Os pais de M.L., segundo a vítima, tinham medo do filho, inclusive, ela alega que já o viu xingar a própria mãe diversas vezes. C.B. tinha um aparelho de telefone, mas ele foi quebrado logo que o companheiro mudou o comportamento com ela evitando que ela ligasse em busca de socorro.

Fuga do cárcere

Esta situação teve fim na tarde desta quinta-feira. C.B. notou que a porta do apartamento ficou aberta. Ela aproveitou-se da ocasião para fugir e conseguiu abrir, pelo interfone, o portão de acessão à rua. A vítima conseguiu chegar até a casa da mãe onde revelou toda a situação. As duas foram até à residência do acusado para pegar os pertences pessoais, mas ocorreu uma discussão.

A mãe de C.B. ficou revoltada e acionou a Polícia Militar. Os militares ficaram assustados com a situação da mulher encaminhando-a ao Hospital Dr. José Maria Morais. Ela recebeu atendimento médico diante das dores no corpo, além dos hematomas nos braços e pernas.

O acusado foi localizado pela PM e disse que sobre a acusação de cárcere iria se manter em silêncio. Ele disse que sofreu agressões por parte da mulher. M.L. mostrou arranhões e disse ainda que C.B. era usuária de entorpecentes. Como não a deixou usar drogas, o aposentado afirma ter sido agredido por este motivo.

C.B. afirmou que realmente arranhou M.L, mas foi para se defender. O homem foi conduzido para a delegacia de Polícia Civil e autuado em flagrante. Ele está recolhido no Sistema Prisional à disposição da Justiça. O aposentado tem cinco passagens por ameaça, além de duas por lesão corporal e uma por desobediência à ordem judicial, segundo informou a Polícia Militar.
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