03 de outubro, de 2020 | 21:00

Caminho aberto

Fernando Rocha

Divulgação
Fernando RochaFernando Rocha
O Atlético vive seu melhor momento no Campeonato Brasileiro e pode disparar na liderança nesta reta final do turno, quando irá enfrentar cinco times fora da briga pelo título, três deles no Mineirão, onde tem 100% de aproveitamento.

Não há dúvida de que o Galo se beneficiará do fato de seus adversários diretos na briga pelo título dividirem suas atenções com outras competições, Copa do Brasil e Libertadores, mas isso de nada vai adiantar se não fizer o dever de casa.

Em tese, outro fator positivo para essa disparada do Galo acontecer é a qualidade técnica inferior dos cinco próximos adversários, Vasco da Gama, hoje, no Mineirão, na sequência Fortaleza, fora de casa; Goiás e Fluminense, em casa; fechando fora com o Bahia, para só então, na última rodada do turno, encarar o Palmeiras, um dos principais concorrentes ao título, em São Paulo.

Pode atrapalhar
A grande ameaça aos planos do Atlético, de conquistar o título que persegue avidamente há 49 anos, sem dúvida vem de fora do gramado, com as turbulências causadas pelas cobranças do técnico Jorge Sampaoli em relação a salários atrasados, e que são levadas a público.

Na última semana o assunto voltou a tomar conta do noticiário do clube, mas foi rapidamente resolvido com a intervenção do empresário/mecenas Rubens Menin, que viabilizou o pagamento da folha salarial de agosto, que estava atrasada.

Sem o dinheiro da TV, que foi recebido adiantado pela gestão anterior, e sem a renda dos jogos por causa da pandemia que impede o público nos estádios, a atual diretoria está se virando como pode para cumprir todos os compromissos, contando apenas com a receita do plano de sócio torcedor.

Considerando a situação excepcional e que a pandemia de Covid-19 afeta a todos os clubes do país e do mundo, e lembrando que não estava prevista quando Sampaoli foi contratado, alguém precisa dizer ao argentino para baixar a bola e evitar este oba-oba que só interessa aos adversários, que estão incomodados com a boa fase do time.

Aqui nos nossos grotões costuma-se dizer que “roupa suja se lava em casa”. Além do mais, a instituição centenária Clube Atlético Mineiro é muito maior do que todos os atores envolvidos e precisa ser respeitada. Cada qual no seu cada qual.

FIM DE PAPO
• Na última quinta-feira, o jornalista Carlos Sartori escreveu no site da ESPN/Brasil uma matéria focando o atraso de pagamento e as cobranças de Sampaoli, de modo “debochado e desrespeitoso” com o Atlético e sua torcida. Em toda categoria profissional existe a banda boa e também a podre. Esse aí é da banda podre do jornalismo e não merece crédito, mas por escrever em um site de amplitude nacional, acaba ganhando uma repercussão maior do que o devido.

• O bom trabalho de Jorge Sampaoli e a liderança do Atlético no Campeonato Brasileiro da Série A têm incomodado muita gente e despertado reações de todos os tipos - sobretudo a inveja - na maioria dos técnicos brasileiros, que não admitem o sucesso de estrangeiros competentes e mais produtivos como o argentino. Assim, são acionados na imprensa os “amigos” dos incomodados, para criar factoides e divulgar inverdades tentando desestabilizar o trabalho tão bem sucedido, até agora.

• O Cruzeiro fez ontem à noite um dos jogos mais difíceis da Série B, contra o líder na tabela, o Cuiabá, na Arena Pantanal, em Mato Grosso. A temperatura alta, a umidade do ar muito baixa e a fumaça das queimadas foram obstáculos para o time, que readquiriu a confiança após vencer e convencer diante da Ponte Preta (3 x 0) no meio da semana. Um empate já seria um bom resultado, mas a vitória poderá ser a cereja do bolo, que falta para fazer o time deslanchar nesta Série B.

• Temos visto com frequência notícias de casos da Covid-19 ocorrendo nos principais clubes do país e do mundo, mesmo com todas as medidas preventivas que foram adotadas. Apesar disso, a Federação Mineira de Futebol parece não estar muito preocupada com a gravidade da situação e está chancelando a volta dos jogos do “Módulo II” do Campeonato Mineiro, que na prática é a Segunda Divisão, a partir do próximo fim de semana.

• Na linguagem da boleirada, isto se trata de “procurar cuanga”, pois se os grandes clubes, com dinheiro suficiente para bancar os exames e adotar todas as medidas preventivas do rígido e caro protocolo existente, não têm escapado dos estragos provocados pela Covid-19 – vejam o caso recente do Flamengo -, imaginem o que não poderá acontecer nessa disputa envolvendo alguns clubes paupérrimos, que são mantidos de portas abertas apenas graças à teimosia de alguns dirigentes e mecenas. Como diria aquele ex-treinador: “Vamos aguardar”. (Fecha o pano!)
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Comentários

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Tião Aranha

03 de outubro, 2020 | 13:42

“Futebol e Política às vezes se misturam, em que o importante é manter a sequência de vitórias; mas é isso: é a emoção que movimenta o mundo. Participar da construção duma arena de mais de 500 milhões de reais deve estar com muito dinheiro em caixa...”

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