25 de novembro, de 2020 | 17:00
Prefeito reeleito em Timóteo explica ações para o próximo mandato
Reprodução de vídeo
Douglas Willks reconhece que terá desafios extras em função do reflexo de tudo o que o Brasil viveu em 2020
Douglas Willks reconhece que terá desafios extras em função do reflexo de tudo o que o Brasil viveu em 2020O prefeito reeleito em Timóteo, Douglas Willkys, é realista em relação ao próximo mandado, que se inicia em primeiro de janeiro de 2021. Passado o momento eleitoral, do qual saiu vencedor com 64,25% dos votos válidos em 15 de novembro passado, Willkys sabe que terá um período com possíveis dificuldades pela frente, em função do reflexo de tudo o que o Brasil viveu em 2020, com a pandemia de covid-19. Mas o município foi preparado e tem condições de superar essas dificuldades e ainda recuperar o tempo perdido com a instabilidade política e administrativa recente”, disse prefeito, em entrevista ao Diário do Aço essa semana. Veja, abaixo o vídeo com a íntegra da entrevista.
Douglas chegou à Prefeitura de Timóteo em 13 de julho de 2018, depois de ser eleito em um pleito suplementar. Naquele ano o então prefeito eleito em 2016, Geraldo Hilário Torres, teve o mandato cassado por força da Lei da Ficha Limpa. Desde 2006 o município viveu constantes trocas de prefeito. A única pausa nesse período foi o governo de Keisson Drumond (2013 a 2016).
Douglas Willkys afirma que esse é um fantasma que o eleitor de Timóteo quer afastar do cenário, dadas as perdas que a instabilidade provocou. Em pouco mais de dois anos de governo, o prefeito reeleito afirma que conseguiu colocar a casa em ordem e isso passou, principalmente, pela regularização das contas públicas. Entre várias demandas urgentes, o prefeito cita a necessidade de geração de emprego e renda.
Nesse sentido posso assegurar que a cidade está organizada para receber investimentos. Provamos que aqui as contas públicas são geridas com responsabilidade e nosso governo vai facilitar a vida de quem quiser investir no município”, destacou.
Também está em fase de formatação a revisão do Plano Diretor da cidade, que está com atraso de vários anos. Programado para 2021, o plano deverá assegurar meios legais e de planejamento para o crescimento da cidade.
Douglas afirma que outro desafio vencido foi em relação aos servidores municipais, segundo ele, uma situação que não foi tratada no passado recente com a seriedade necessária. Os problemas foram se acumulando ao longo dos anos e agora são dispensados esforços para, pelo menos, minimizar os impactos. Estudos são feitos e vão assegurar reparos importantes”, assegurou.
Complementação
A respeito do pagamento da complementação dos aposentados da prefeitura, Douglas informou que existe um estudo contratado (por meio de licitação de R$ 1,6 milhão) junto à Fundação de Instituto de Pesquisas Aplicadas Especiais (Fipe), ligada à Universidade de São Paulo (USP). Uma das primeiras ações foi um encontro de contas por meio do qual se concluiu que o município pagava além do que devia em verbas indenizatórias sobre a folha de pagamento.
O ajuste gerou uma economia de R$ 5 milhões. Foi verificado que havia servidores recebendo além do que deveria receber e outros que recebiam a menos. Então agora tem que ser feito justiça nos pagamentos”, enfatizou.
Ainda em relação aos servidores da ativa também foram feitas correções, houve a unificação do Estatuto do Servidor, para equalizar salários na mesma função e o plano de cargos e salários.
Isso visa garantir que todos tenham uma evolução justa em sua carreira. Tem servidores com 20 ou 30 anos de carreira que manifestam o sentimento que não evoluíram, enquanto outros servidores tiveram suas progressões. Então o objetivo é fazer justiça”, afirmou.
Tratamento de esgoto
Um dos assuntos de maior embate durante a campanha eleitoral, o contrato da Copasa com o município de Timóteo deverá merecer uma atenção especial no governo a partir de agora. O tratamento de esgoto enfrentou um entrave de 30 anos no município. Colocado em prática a partir de um contrato firmado entre a Copasa e o município em 30 de setembro, de 2011, está sob questionamento jurídico por causa das taxas cobradas da população.
Questionado sobre o assunto, o prefeito reeleito esclareceu que no debate eleitoral ficou claro que o problema não é só de Timóteo. Há algumas questões que o Vale do Aço vai ter que tratar de forma conjunta e esse do abastecimento de água e tratamento do esgoto é uma delas, seja pela qualidade do serviço de tratamento executado, seja no fornecimento da água, ou em relação ao valor das taxas. O Vale do Aço vai ter que ser tratado pelo Governo do Estado, Copasa e Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais, com a particularidade que lhe cabe, que é a Região Metropolitana. A companhia tem o benefício de retirar a água para abastecer todo o Vale do Aço em Coronel Fabriciano e também de montar em Timóteo uma estrutura para atender à cidade vizinha também. Entretanto, na hora de fazer a cobrança, nada disso é levado em conta e a cobrança é feita num contexto estadual. Eu conclamo os colegas que foram eleitos ou reeleitos prefeitos, para que consigamos resolver isso de forma unificada, madura e responsável”, detalhou.
Ainda a respeito da taxa de esgoto, Douglas informa que o município ingressou na Justiça com uma ação para revisão contratual e aguarda o posicionamento da Justiça. E se tem uma coisa que a Copasa respeita é a Justiça. Nossa expectativa é que seja reconhecido o que está na ação: a taxa de esgoto atualmente em Timóteo não é justa”, enfatizou.
Entre outros itens que Douglas defende como pauta unificada regional está o transporte público e o retorno do funcionamento do aeroporto regional, fechado desde o mês de março para reforma da pista.
Hospital Vital Brazil
O prefeito reeleito também explicou que o governo municipal tem mantido tratativas com o Governo do Estado e outros atores envolvidos, a respeito do funcionamento do Hospital Vital Brazil. Atualmente a unidade hospitalar funciona em um contrato emergencial com a Fundação São Francisco Xavier (FSFX). Até meados de abril de 2021 deverá ser firmado o contrato definitivo. Douglas Willkys explicou que o município vai consolidar como gestor pleno da saúde e as decisões deixarão de ser tomadas a nível estadual e ficarão a cargo do município. Vai implicar em mais responsabilidades, mas também em mais receitas e capacidade para tomar decisões. E essa situação do hospital posso assegurar que não deixará de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Também conseguimos entregar a nossa UPA e aguardamos a resposta do governo federal para ampliar a quantidade de serviços”, esclareceu.
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