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16 de março, de 2021 | 13:00

Administração municipal de Timóteo não pretende ingressar na justiça contra onda roxa

Reprodução
O vice-prefeito e secretário de Educação, José Vespasiano, o prefeito Douglas Willkys e o secretário Eduardo Morais O vice-prefeito e secretário de Educação, José Vespasiano, o prefeito Douglas Willkys e o secretário Eduardo Morais

O prefeito de Timóteo, Douglas Willkys (PSB), fez um pronunciamento por meio de transmissão ao vivo em uma mídia social, no início da tarde desta terça-feira (16). O chefe do Executivo timoteense falou sobre as medidas tomadas no município e assegurou que a decisão do governador Romeu Zema, de endurecer as ações de combate à covid-19, são necessárias.

“Há oito dias fizemos nossa última live, momento em que trouxemos informações sobre o enfrentamento à pandemia. Desde então, temos acompanhado todo o desenrolar e hoje estamos aqui para atualizar a situação e também em relação às medidas que foram anunciadas pelo governador do estado, Romeu Zema. Tivemos um ano muito difícil, de muita decisões, de estar à frente de uma cidade como a nossa, de mais de 90 mil pessoas, num momento totalmente diferente daqueles que a cidade passou ao longo de toda a sua história”, recordou.

Ele ponderou que sabe do desgaste de todos em relação à pandemia, mas que nada disso pode mudar o cenário. “O momento é ainda mais difícil, ainda mais duro, e acredito que as medidas que o governador anunciou para todo o estado, indicam que nossas ações de endurecer medidas, tinham de serem feitas. Estamos chegando num ponto onde Minas Gerais não terá onde colocar seus doentes, não vai ter onde internar as pessoas que precisam. E para evitar que tenhamos pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, sem ter o atendimento, entendo essa medida (decreto estadual) como necessária. Digo isso com uma tristeza muito grande, porque sabemos da dificuldade que impõe às pessoas, principalmente àquelas que precisam trabalhar”, lamentou.

Douglas Willkys pontuou que as ações do governo do estado são prudentes e necessárias. Dessa forma, o posicionamento do município será o de acatar e de colaborar para que o estado se recupere ainda mais rápido deste momento. “O município não vai questionar judicialmente, vamos colaborar de forma que sejam eficientes. Essa decisão permanece por 15 dias, podemos fazer da forma certa e que dê resultados, ou deixar passar e o governador ter de prorrogar. Nossa decisão é no sentido de que sejam eficientes. Até porque não temos capacidade de abertura de novos leitos em nossa cidade por uma questão física do nosso hospital, sei que tem sido feita uma cobrança muito grande por parte da sociedade e nós encaminhamos já essa cobrança ao superintende regional de saúde, para que o governo do estado tome essa decisão junto àquelas instituições que tem espaço físico para ter essa ampliação de leitos, mas entendo também que isso esbarra na dificuldade de contratação de mão de obra de profissionais de saúde”, frisou.

Vacinação

Sobre a vacinação, Douglas afirmou estar ciente do anseio da população e reforçou o compromisso de imunizar os munícipes, mas sem enganar ninguém sobre o cenário. “Não vou dizer que haverá prioridade do município na compra de qualquer tipo de vacina, porque o que sabemos é que o governo federal está nessa condição (de prioridade), posso aderir a todos os consórcios que visem agilizar essa questão, mas que o governo federal é que vai conseguir isso, nesse momento. Quero fazer um apelo para todos possam cumprir as medidas que serão adotadas. Vamos tornar isso claro para a cidade e fazer um apelo à demais cidades, principalmente as do entorno, para que sejam responsáveis, porque não adianta que apenas uma fazer com que sejam efetivadas as determinações, porque estamos interligados, principalmente na questão da rede de saúde. Vou me empenhar pessoalmente junto aos prefeitos vizinhos para que tenham responsabilidade nesse momento”, concluiu.

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Saiba o que é essencial e permanecerá aberto

Conforme o artigo 4º da Deliberação 130, de 3/3/2021, que estabeleceu a onda roxa, durante a vigência da onda roxa, somente poderão funcionar as seguintes atividades e serviços, e seus respectivos sistemas logísticos de operação e cadeia de abastecimento e fornecimento:

I – setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;
II – indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;
(inciso I e II alterados pelo artigo 2º da Deliberação 136, de 10 de março de 2021)
III – hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;
IV – produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
V – distribuidoras de gás;
VI – oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;
VII – restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;
VIII – agências bancárias e similares;
IX – cadeia industrial de alimentos;
X – agrossilvipastoris e agroindustriais;
XI – telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;
XII – construção civil;
XIII – setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;
XIV – lavanderias;
XV – assistência veterinária e pet shops;
XVI – transporte e entrega de cargas em geral;
XVII – call center;
XVIII – locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;
XIX – assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;
XX – controle de pragas e de desinfecção de ambientes;
XXI – atendimento e atuação em emergências ambientais;
XXII – comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;
XXIII – de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;
XXIV – relacionados à contabilidade.
XXV – serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;
XXVI – hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;
XXVII – atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;
XXVIII – transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.
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Comentários

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Luana

17 de março, 2021 | 10:45

“também não entendo isso, já que não esta tendo aula pq não fica todo mundo em casa ai funcionário que pega transporte publico acaba pegando o vírus!”

Marcos

17 de março, 2021 | 10:25

“Timóteo tinha que fazer igual Coronel Fabriciano, não fechar nada, o prefeito de lá é bruto.”

Roberto

16 de março, 2021 | 23:43

“Tem que adotar isto mesmo, agora quero que me expliquem pq as escolas estão cheias de funcionários se não esta tendo aula e nem vai ter??? Passei em algumas escolas e só vi um monte de gente lá sem precisão, como vigia, funcionárias da limpeza e secretaria, só não tinha professores e alunos, agora pq tá este pessoal lá ? Se não tem aula? Só para se amontoarem e arriscarem a pegar covid neste período mais perigoso? Pq os professores podem ficar em casa e os outros funcionários não???”

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