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18 de março, de 2021 | 18:10

Timóteo registra resistência de alguns comerciantes no cumprimento à onda roxa

Divulgação
Fiscalização enfrentou dificuldade com alguns casos na cidadeFiscalização enfrentou dificuldade com alguns casos na cidade

A falta de senso coletivo de alguns empresários tem gerado situações de estresse para o Setor de Fiscalização contra a covid-19, em Timóteo. Na última terça-feira (16) foi editado um ato normativo pelo Governo do Estado de Minas Gerais colocando todas as cidades de Minas Gerais na onda roxa, com restrições de circulação e de funcionamento de atividades. A decisão é obrigatória e está amparada por decisão recente do Supremo Tribunal Federal.

Entretanto, alguns empresários insistem em desobedecer às normas e ainda têm afrontado a fiscalização, como no caso de uma padaria situada no bairro São José, que recebeu autuação na noite de quarta-feira (17). Embora seja considerado serviço essencial, o estabelecimento estava com as portas abertas após o horário permitido com público no interior da loja. Além de manifestamente desacatar os servidores públicos, o proprietário se dirigiu a eles com palavras de baixo calão e grosserias, num vídeo que viralizou pelas mídias sociais.

O proprietário chegou a chamar os fiscais de “bandidos” durante o trabalho de cumprimento da lei. O coordenador da Fiscalização da PMT, Silvio dos Santos, lembra que o artigo 331 do Código de Penal estabelece que “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela” é crime com pena de detenção que pode variar de seis meses a dois anos, e/ou multa.

“Se houver reincidência é perfeitamente possível à aplicação da lei. Mas não é esse tipo de atitude que estamos adotando. Estamos trabalhando no sentido de conscientizar as pessoas. Agora, se isso não for o suficiente vamos usar todo o aparato como o apoio da PM e da Polícia Civil para garantir a efetividade das medidas”, ponderou Silvio dos Santos. Atualmente, o município conta com cerca de 40 fiscais em atividade.

Situações parecidas a essa vivenciada no bairro São José têm sido registradas pela cidade, bem como a reincidência no descumprimento das restrições como no caso de um bar situado no Bairro Timirim que foi autuado mais de uma vez por liberar o consumo de bebidas alcoólicas no interior do estabelecimento comercial.

O chefe da fiscalização explica que está faltando entendimento sobre as atividades comerciais. A norma do Estado não proíbe as atividades comerciais, ela restringe. Se o consumidor quiser comprar um produto que não é essencial basta ele contatar a loja, fazer o seu pedido e retirar na porta do comércio. Se for depois das 20h o pedido pode ser entregue por meio de delivery. “O objetivo é restringir a circulação das pessoas e com isso reduzir a propagação do vírus da covid-19”, esclareceu Silvio.

A administração municipal enviou também ofícios para as empresas de transporte público Autotrans, Saritur e Univale solicitando a apresentação do plano de prevenção à covid-19. A Administração Municipal também vai solicitar das empresas instaladas no município um plano de trabalho e de contenção ao coronavírus, descrevendo as medidas adotadas de enfrentamento à propagação, vedação e limitação de posturas em decorrência da pandemia da covid-19.

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Comentários

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Cris

19 de março, 2021 | 12:24

“Infelizmente essas pessoas só vão entender a gravidade do problema, quando perderem 1pai, 1mãe, 1irmão e 1filho.
A falta de senso é triste.”

Sargento Garcia

19 de março, 2021 | 07:01

“Se não tem caixa para restringir a atividade por 15 dias (restringir), porque pelo que entendi no decreto é possível atender clientes por telefone e whatsapp e entregar em casa ou na porta da loja e já os restaurantes podem atender por delivery, se não tem capacidade de resolver isso por 15 dias então não sabe ser empresários. Bem, pelo menos uma coisa essa pandemia está servindo: Quem pensava que era rico agora sabe que é trabalhador como qualquer outro peão de fábrica. Se parar, passa fome do mesmo jeito. A pandemia quebra a arrogância e a prepotência. Que comecem o mimimi.”

Marcelo Costa

19 de março, 2021 | 06:47

“A falta de empatia deles é só até o momento em que tiverem seus parentes ou funcionários morrendo sem respirador na porta de hospital. Perder pessoas da família para esse vírus é muito doloroso. Fica assustada com o comportamento desse pessoal que só pensa em dinheiro, dinheiro, dinheiro... pois saibam senhores "empresários", que nem todo dinheiro do mundo muitos de vocês não vão conseguir vagas nos hospitais para ter uma UTI com respirador. Qual a parte da emergência que vocês não entenderam?”

Roberto

18 de março, 2021 | 23:01

“Caçar que alvará? Será que ele tem? Ele falou que recebeu o IPTU, mas será que está pagando?”

Andre Carlos

18 de março, 2021 | 21:28

“Quero saber se o "senso coletivo dos empresários" vão pagar a folha de pagamento dos funcionários no fim do mês. Muito fácil o repórter criticar sendo que o pagamento dele tá caindo na conta todo mês! Quero senso coletivo para as contas e impostos também!!!”

Antonio

18 de março, 2021 | 20:01

“Basta uns 2 dias de cadeia, cassação de alvará um boa multa e esses "empresários", passam a respeitar as leis e as pessoas.”

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