21 de março, de 2021 | 09:00
Dados do Caged mostram que Ipatinga lidera a geração de empregos no Vale do Aço
A divulgação dos resultados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicou que Ipatinga voltou a liderar a geração de empregos no Vale do Aço em janeiro. Conforme os números, divulgados oficialmente no dia 16 de março, foram 2.681 admissões e 2.098 demissões, resultando em 583 novas vagas no maior município da região, num mês tradicionalmente de desempenho fraco do mercado de trabalho.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e foram tabulados e analisados exclusivamente para o Diário do Aço pelo geógrafo William Passos, do Observatório das Metropolizações e da Rede Observatórios do Trabalho, do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho do Ministério da Economia.
O bom desempenho de Ipatinga, que tem a empresa Usiminas sediada na cidade, foi puxado pela indústria de transformação, que gerou 403 novas vagas no polo metalúrgico do município. No Colar Metropolitano, a indústria de transformação também contribuiu para o bom desempenho de Caratinga, gerando 37 novos empregos e garantido, junto com o setor de serviços, que abriu 60 novas vagas, um saldo de 90 empregos formais.
Informações de bastidores e também de pessoas ligadas à Usiminas, apontam que a produção da empresa teve aumento significativo nos últimos meses, apesar da pandemia e da crise econômica em alguns segmentos. No mês de fevereiro, a companhia anunciou uma nova previsão de investimentos para 2021. O Capex para este ano é de R$ 1,5 bilhão, que devem ser destinados, principalmente, para a reforma do Alto-Forno 3 da Usina de Ipatinga e para o projeto, em implantação, de empilhamento a seco na Mineração Usiminas. Além dos recursos previstos, também, para manutenção, saúde, segurança e meio ambiente.
Outras cidades
Coronel Fabriciano, por sua vez, assumiu a segunda colocação, ao gerar 165 novos empregos formais puxados pela construção civil, que registrou saldo de 97. Também sob o impulso do setor da construção, que criou 27 novos empregos, Santana do Paraíso apresentou saldo positivo, abrindo nove novos contratos.
Num movimento inverso, porém tradicional para o mês de janeiro, Timóteo, que liderou a geração de empregos na Região Metropolitana em 2020, registrou 93 demissões, sob forte impacto do setor de serviços, que fechou 118 postos de trabalho. O movimento foi acompanhado por Belo Oriente, que perdeu três empregos sob o impulso da agropecuária (saldo de 10 demissões), da indústria (seis demissões) e da construção civil (quatro demissões).
O resultado negativo dos dois municípios, no entanto, foi insuficiente para conter o desempenho positivo do mercado de trabalho regional, que registrou a geração de 664 novos postos de trabalho na Região Metropolitana (Ipatinga, Fabriciano, Timóteo e Paraíso) e 751 novos empregos na Região Metropolitana Expandida do Vale do Aço (os quatro municípios mais Caratinga e Belo Oriente). Com isso, o mercado de trabalho formal celetista da Região Metropolitana encerrou janeiro com um contingente de 95.815 trabalhadores com carteira assinada, enquanto o da Região Metropolitana Expandida alcançou 120.236.
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