24 de março, de 2021 | 16:16
Novo Liraa revela médio risco de transmissão das arboviroses em Coronel Fabriciano
Divulgação
A Secretaria de Saúde anunciou que iniciará um mutirão de limpeza e vistoria das casas nos bairros com a maior taxa de transmissão
A Secretaria de Saúde anunciou que iniciará um mutirão de limpeza e vistoria das casas nos bairros com a maior taxa de transmissãoUm novo Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypt (LIRAa) realizado entre os dias 7 e 12 de março revelou que Coronel Fabriciano está com médio risco de transmissão das arboviroses dengue, zika e chikungunya. A taxa de infestação de larvas encontradas nas casas é de 3.9. Acima disso já é considerado alto risco.
O quadro atual encontra explicações no período de chuva, que vai de janeiro a abril, conforme explica o Coordenador de Zoonoses do município, Adelson Arruda. Nós tivemos um primeiro levantamento em fevereiro que indicou um índice abaixo deste, mas a gente já esperava este valor de risco médio devido à frequência das chuvas. Apesar desse dado, o número de notificações de casos de doenças em relação ao ano passado caiu drasticamente, o que nos dá um certo alívio”, disse.
O Secretário de Governança da Saúde, Ricardo Cacau, ressalta que o Vale do Aço é uma área endêmica de arboviroses, o que aumenta a preocupação. Segundo Cacau o trabalho inicial será de bloqueio vetorial nos pontos críticos com auxílio do fumacê, mas ele lembra que todas as ações dependem, principalmente, do engajamento da população. É hora de todos dedicarem 10 minutos diários para combater o Aedes Aegypt. 90% dos focos estão dentro das residências, então os moradores precisam se conscientizar e limpar suas casas, eliminando os focos”, disse Cacau.
A Secretaria de Saúde também anuncia que iniciará um mutirão de limpeza e vistoria das casas nos bairros com a maior taxa de transmissão. Algumas localidades registram índices altíssimos que exigem pressa na resposta e maior consciência da população em cuidar e eliminar potenciais criadouros do mosquito.
A situação é considerada preocupante nos bairros Contente (17,6%), Córrego Alto (12,5%) e Santo Antônio (12%). No Sylvio Pereira 1, que teve taxa de infestação de 4%, a população preparou por conta própria uma ação de combate às arboviroses por meio da associação de bairro.
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