26 de março, de 2021 | 08:36

Ação de 21 dias deve destinar vacinas dos municípios maiores para idosos no entorno do Vale do Aço

Ao anunciar reabertura do comércio, prefeito de Coronel Fabriciano afirma que não haverá balbúrdia, pediu consciência da população, anunciou volta às aulas presenciais segunda-feira que vem e afirmou que, se tudo der certo, a população ajudar, em maio a microrregião tira as máscaras

Divulgação
Marcos Vinicius, com o secretário de Saúde, Ricardo Cacau e o procurador Jurídico, Denner Franco: Marcos Vinicius, com o secretário de Saúde, Ricardo Cacau e o procurador Jurídico, Denner Franco: "Tem gente que toma vacina e acha que tomou o espinafre do Popeye, tem que ajudar aí, pô, vocês não podem sair às ruas", dispara o prefeito

Ao anunciar que o comércio volta ao normal hoje (sexta-feira) em Coronel Fabriciano, após a administração reverter a obrigação de adesão à Onda Roxa no TJMG, o prefeito fabricianense, Marcos Vinicius, avisa que o comércio em geral pode reabrir, mas “não será permitida balbúrdia” e anunciou a volta às aulas presenciais na segunda-feira (29). Também afirmou que se tudo der certo, se a popular ajudar, e for ampliada a vacinação dos idosos nos municípios menores, em maio a microrregião de Saúde de Coronel Fabriciano tira as máscaras.

O prefeito anunciou também um esforço concentrado, de 21 dias, para ajudar na vacinação do público prioritário nos municípios menores, no Vale do Aço. Segundo Marcos Vinicius, enquanto Coronel Fabriciano já está vacinando a população na faixa etária de 70 anos acima, há municípios na microrregião que ainda está vacinando pessoas na faixa dos 85 anos, porque têm recebido dez vacinas por remessa.

"Não adianta Timóteo e Coronel Fabriciano e adiantar a vacinação se os municípios ao redor não estão conseguindo vacinar. Muitos estão mentindo endereços em Timóteo e Coronel Fabriciano, para vir vacinar aqui. Isso não faz sentido", afirmou o prefeito. A íntegra da live, que tem mais de uma hora de duração, consta no fim da notícia.

Marliéria, Jaguaraçu e Dionísio estão entre os municípios vizinhos onde há falhas e demora considerada excessiva para vacinar os idosos. Ele defendeu o que chamou de “cinturão de vacinas”, para todos os lugares onde as vacinas estiverem com discrepância de distribuição. Atualmente, os municípios recebem o número de vacinas na proporção da sua população geral.

Marcos Vinicius afirma que após a ação concentrada de vacinação, que deve durar 21 dias, em maio os municípios da microrregião de Coronel Fabriciano poderão tirar as máscaras.

O prefeito também anunciou a adoção de dois novos medicamentos no protocolo de tratamento de pacientes com quadro grave de covid: um antirretroviral e um inibidor leocotriênos, para tratar os sintomas nos pacientes que tiverem quadro agravado de covid. “Não vamos dar [o medicamento] quando o paciente estiver ferrado não, tem ser tratado no começo do agravamento da doença”, alertou o prefeito.

Vacina não dá imunidade para ir para as ruas

O prefeito também reafirmou que, quem toma vacina tem que permanecer em casa e só sair em situação de necessidade. "Não é hora de sair sem necessidade, nem de fazer festinha em sítio, nem em família", afirmou.

Marcos Vinicius relatou um caso registrado quinta-feira (25), quando quatro idosos foram encontrados em uma praça em Fabriciano, jogando carteado. Abordados por uma equipe de fiscalização, todos sacaram seus cartões de vacina e disseram que já estavam vacinados. Foram todos orientados a voltar para suas casas e informados do estrago que podem fazer, contaminando outras pessoas.

“Tem gente toma vacina e acha que pode ir para a rua. Tem gente que mente para o vacinador, tem familiares com sintoma ou ele mesmo está com sintoma e vai lá tomar a vacina. Isso não pode. Tem que esperar passar os sintomas e depois ir lá tomar a vacina. A dose estará garantida. O que não pode é atrapalhar o trabalho de imunização. Tem que ajudar a gente aí, pô. Vocês estão atrapalhando o esquema de vacinação. Quem toma a vacina pode pegar o vírus, não tem efeitos graves, mas dissemina o vírus do mesmo jeito. Tem gente que acha que tomar vacina é a mesma coisa que comer o espinafre do Popeye”, disparou o prefeito.

Aulas voltam na próxima segunda-feira



Marcos Vinicius também confirmou que na próxima segunda-feira serão retomadas as aulas presenciais em Coronel Fabriciano. Conforme o prefeito, poderia ter retornado hoje (sexta-feira), mas por uma questão de logística para atender a um público de 9 mil estudantes, será necessário esperar até segunda-feira.

O prefeito afirmou que o lugar mais seguro para uma criança é dentro de uma escola. “Seguro, do vírus, do abuso, da violência doméstica e fome. Íamos voltar com as aulas remotas, mas vamos voltar normal agora, embora se os números exigirem, podemos mudar essa decisão”, detalhou.

Entenda a decisão judicial do TJMG



O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu quinta-feira (25), que compete à Prefeitura de Coronel Fabriciano definir as políticas públicas e medidas necessárias no enfrentamento ao coronavírus em âmbito municipal, com o fechamento do comércio, isolamento social e outras ações, conforme conforme noticiado ontem pelo Diário do Aço.

Com a decisão, o prefeito Marcos Vinicius volta a ter autonomia para decidir também os serviços essenciais que podem funcionar durante a pandemia. Ou seja, não é mais obrigado a aderir às restrições da Onda Roxa, impostas pelo governo do Estado. A partir de amanhã (sexta-feira, 26), o comércio poderá reabrir em conformidade com o Decreto Municipal nº 7.510/2021, que já previa restrições e medidas para prevenção do Covid-19 em conformidade com a realidade local.

Na apresentação, o prefeito que estava acompanhado dos secretários de Governança da Saúde, Ricardo Cacau, e Jurídico, Denner Franco. afirmou que “Fabriciano vem trabalhando com muita transparência e seriedade, entendendo que a doença veio para ficar. O objetivo do isolamento era preparar o sistema de saúde. E isso, Fabriciano vem fazendo com eficácia e continua firme com as políticas públicas de saúde mantendo a evolução de casos sob controle. Lockdown não vai resolver o problema, a vacinação em massa sim (sobretudo, dos grupos prioritários)”, defendeu o prefeito Dr. Marcos Vinicius.

Autonomia dos municípios

Em seu despacho, o desembargador-relator do TJMG, Belizário de Lacerda, acatou o pedido (agravo de instrumento) da Prefeitura de Fabriciano baseado no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na RCL 42.591/2020, “que devolveu a autonomia e competência aos municípios para adotar decisões de política públicas de saúde no combate ao Coronavírus”.

“No presente caso, não cabe ao Poder Judiciário interferir na esfera administrativa, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes, sendo este um dos pilares do Estado Democrático de Direito”, afirmou o desembargador em seu despacho.

Nesta terça-feira, 23, por determinação do juiz Mauro Lucas da Silva, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Coronel Fabriciano, o município foi obrigado a aderir à Onda Roxa sob pena de multa de R$ 50 mil. A ação civil pública foi movida pelo governo do Estado de Minas Gerais. No mesmo dia, o município entrou com recursos junto ao TJMG e STF. A Onda Roxa entrou em vigor no dia 17 de março e desde o início, o município afirma que seguiria o plano municipal de enfrentamento ao Covid-19.

Rede de saúde preparada

Em seu despacho, o magistrado também reconheceu que a atual administração preparou a sua rede de saúde, da básica à hospitalar, para tratar pacientes com Covid-19. “Ressalte-se que como bem demonstrado, o município se estruturou para eventual aumento de casos pela reabertura nos moldes do aludido decreto municipal, bem como em entrevista [ao Diário do Aço] o Alcaíde Municipal (prefeito) salientou que caso o sistema de saúde determinar, fechará toda a cidade.”

Desde o início da pandemia, o prefeito Marcos Vinicius defende que o lockdown serve para que municípios, Estados e União, preparem o sistema de saúde. “Foi o que nós fizemos nos 10 dias que paramos, logo no início da pandemia. Criamos o Centro Covid-19, Tele referência e abrimos leitos hospitalares, tudo com recurso próprio. Por isso, conseguimos garantir a saúde da nossa população e manter a economia funcionando”, afirma. “Jamais aceitaria que a nossa cidade ficasse prejudicada, já que o Estado não fez a sua parte”, disparou.

De março de 2020 até hoje, o município já colocou em funcionamento 45 novos leitos covid-19 no Hospital Dr. José Maria Morais e, se antecipando à possível necessidade de novas vagas. Destes 45 leitos, 20 foram solicitados pelo Estado no último domingo, 21, estão em processo de credenciamento no SUS Fácil, mas já foram cedidos de imediato pela Prefeitura e estão em funcionamento. Além disso, o município conta com uma reserva de leitos – prontos para ser colocados em funcionamento – para atender um eventual crescimento de casos na cidade.


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Comentários

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Comentarista Político

26 de março, 2021 | 14:00

“A diferença do Marcos Vinícius para os demais e que ele administra com responsabilidade, sabedoria, competência sem politicagem e malandragens para pegar verba do governo federal. Trata a saúde com seriedade desde o atendimento primários que são os PSF. Parabéns doutor.”

Paulo

26 de março, 2021 | 11:30

“Este Prefeitinho esta se achando um Deus!! Quero ver ele liberar a retirada das mascaras e esta pandemia virar um pandemonio aqui na regiao!! Usando a pandemia para fazer politica...,vai acabar dando tiro no proprio pé!!”

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