15 de abril, de 2021 | 09:00
Onda Roxa leva clientes a migrarem de restaurantes para supermercados
As vendas em supermercados registraram alta de 5,18% em fevereiro em comparação com o mesmo mês de 2020, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira (14) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em janeiro, o crescimento havia sido de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Ipatinga, o proprietário de um supermercado do bairro Esperança pontua que a Onda Roxa fez com que os clientes migrassem o consumo de bares e restaurantes para casa.
Segundo o vice-presidente Administrativo da Abras, Marcio Milan, o resultado menos favorável em fevereiro do que no primeiro mês do ano foi influenciado por fatores como as próprias características do mês, que tem menos dias, e também a renda das famílias na pandemia da covid-19. Esse mês de fevereiro foi mais difícil para todos em função do fim do auxílio emergencial”, disse. O cancelamento do carnaval foi outro elemento que, de acordo com ele, ajudou a desacelerar o setor.
No entanto, Milan disse que essa variação é esperada no planejamento dos varejistas. Para este ano, a Abras estima um crescimento de 4,5% em comparação com as vendas de 2020.
Ipatinga
No bairro Esperança, o supermercado Santa Helena também registrou boa movimentação de clientes no mês de fevereiro e subsequentes, como explica o proprietário, André Lemos da Silva. Por ser um mês menor, foi sim bom em termos de movimento e de vendas. Março e abril também, assim como tem ocorrido nos últimos dois anos”, aponta.
Ele acrescenta que um fato recente foi um aumento no preço dos itens de consumo de alimentos em geral. O faturamento não caiu, mas o volume de vendas foi reduzido, com um valor agregado maior. Mas as pessoas não deixaram de comprar. Outro ponto que manteve o movimento foi a Onda Roxa. As pessoas deixaram bares e restaurantes, que estão fechados, e passaram a comprar em supermercados, para consumir em casa. Sobre o auxílio emergencial, não vejo como algo que vá impulsionar as vendas, já que dessa vez será mais baixo do que o anterior. As pessoas aproveitaram bastante, compraram itens como carne e cerveja, mas não acredito que isso vá ocorrer agora”, avalia.
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