29 de junho, de 2021 | 09:00
Médico classifica número de mortos pela covid como ''catastrófico''
Profissional que atua na região chama atenção para internação de pessoas abaixo dos 60 anos
A marca de 513.474 mortos (número atualizado no dia 27) em decorrência da covid-19 no Brasil é catastrófica, na opinião do médico intensivista do Hospital Metropolitano Unimed (HMU), Alysson da Silveira Campos. Apesar de algumas lideranças políticas e até mesmo alguns representantes da área da saúde desdenharem do número, em razão de a população brasileira ultrapassar 210 milhões de pessoas, o profissional, que atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital localizado em Coronel Fabriciano, pede que as pessoas mantenham a atenção e cuidados.
Conforme dados do Ministério da Saúde, atualizados na noite de domingo (27), havia 18.420.598 casos de covid registrados no país desde o começo da pandemia em 2020, destes, 513.474 mortos e 16.613.992 recuperados. A vacinação contra o coronavírus tem caminhado a passos lentos, mas ainda é a maior esperança, na avaliação de infectologistas e demais profissionais ligados ao tratamento da doença.
O número de óbitos causados pela covid-19 no Brasil e no mundo é algo catastrófico. Muitos infectados, muitos internados e muitos óbitos em um curto intervalo de tempo, o que resultou em esgotamento de recursos humanos e materiais em diversas regiões de saúde. Isso caracterizou uma verdadeira crise sanitária e gerou negativas, mas necessárias restrições à circulação e ao comércio”, ponderou Alysson. O número de mortos pela covid-19 no mundo está perto dos 4 milhões. Na tarde desta segunda-feira (28), o balanço atualizado pela universidade estadunidense Johns Hopkins apontava que 3.925.780 pessoas perderam a vida para o coronavírus desde o início da pandemia.
Para o médico intensivista, a solução da crise sanitária está na vacinação em massa, tendo previsão de completar 100% até o fim deste ano, no Brasil. Então, apesar das tristes perdas, que no meu caso inclui a de meu pai, creio que em 2022 teremos um ambiente favorável à normalização da vida social. E, como somos animais sociais, ansiamos profundamente por esse retorno à normalidade. Mas não podemos permitir que essa ânsia nos coloque em risco. Assim, reforço que ainda é necessário prudência até que a vacinação promova o definitivo controle da pandemia. Prudência redobrada para os não vacinados, para os jovens que, nesse momento, respondem por 100% das internações em nossa UTI (Unimed Vale do Aço). Atualmente, todos os pacientes da nossa UTI são menores de 60 anos”, alerta.
Orientação
O médico aconselha que vacinados e não-vacinados contenham-se por mais alguns dias, pois a vacina está chegando para todos. E ela tem se mostrado muito efetiva, pois estamos observando extraordinária redução de idosos vacinados em nossos hospitais e em nossas Unidades de Terapia Intensiva. A vitória está logo ali. Portanto, usem máscaras e evitem aglomerações por mais um breve período de tempo”, pede o profissional.
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Rodrigo
29 de junho, 2021 | 18:44? triste ter que ouvir um comentário como este acima, suspeitando que os médicos e pessoas que estão dando um duro danado nos hospitais e clínicas,serem culpados de inventarem ou colocar outras pessoas que morreram devido a outra doença como Covid.
É de uma estupidez..
Talvez se tivesse perdido um parente ou amigo para a Covid não estivesse falando besteira.
Já não basta o prefeito de Ipatinga que está escondendo os números desta pandemia, juntamente com o presidente.”
Observador
29 de junho, 2021 | 17:39Jane, para isso existe o portal transparência, basta ir lá verificar a quantidade de mortos efetiva do país, inclusive é possível verificar a causa da morte, e pesquisando um pouco mais fica evidente que há uma grande manipulação dos dados por motivos puramente politiqueiros.
O Brasil é incrível mesmo, eliminou de uma só vez todas as doenças respiratórias e só sobrou a atual da pandemia.
O golpe está ai, cai quem quer.”
Jane
29 de junho, 2021 | 15:27Observador, acredito no contrário que estes números estão muito abaixo da real mortandade. quem mora no Brasil profundo e desassistido, indígenas e pessoas em situação de rua e em miséria extrema, morrem sem ao menos terem atendimento médico.
Não adianta politizarmos um fato biológico, o número de mortes é altíssimo. As outras causas morte continuam também. O que acho estranho é o governo não querer censo... porque o censo vai escancarar ainda mais a tragédia.
Só em nossa região o impacto na geração de riquezas foi estimado em uma perda de 15 milhões de reais no ano.
Cito isto porque infelizmente vidas não contam, só contam o quanto rendem ou produzem para grande capital, para o deus mercado!”
Observador
29 de junho, 2021 | 13:29E será que os números e essas estatísticas estão de fato apontando para o verdadeiro cenário da doença?
Será que realmente foi essa a doença que causou todas essas mortes ? Ou será que os números foram propositalmente inflados para atingir objetivos políticos ?”