27 de julho, de 2021 | 10:02
Número de incêndios florestais no Vale do Aço aumenta 164%
Com a baixa umidade e vegetação mais seca, o ambiente fica mais propício para que os incêndios florestais se propaguem com mais facilidade. Nos primeiros seis meses deste ano, já foram registrados no Vale do Aço 103 ocorrências de queimadas. A informação é do 11º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Conforme apurado pelo Diário do Aço junto ao CBMMG, nos seis primeiros meses de 2020 foram registradas 39 ocorrências de incêndios florestais contra 103 do mesmo período deste ano, o que representa um aumento de 164%. Já no âmbito estadual, o número de incêndios já registrados nos sete primeiros meses de 2021 é o maior para o período em 11 anos, com 8.073 incêndios em todo o Estado.
O tempo segue com baixa umidade e pancadas rápidas de chuva, como a registrada na manhã de segunda-feira, em Ipatinga, depois de uma estiagem que se prolongava desde o dia 11 de junho, não são suficientes para afastar o risco das queimadas das áreas verdes.
Média
A média anual histórica de incêndios correspondente aos anos de 2015 a 2021 é de 13.486. O quadro de evolução de atendimentos efetuados pelo CBMMG mostra os seguintes números, em um período de 12 meses: 9.809 (2015); 12.182 (2016); 14.127 (2017); 10.810 (2018), 18.657 (2019) e 20.741 (2020), sendo que, em 2021, somente de janeiro a julho, os números são superiores a mais de 70% do total anual da média anual.
Unidades de conservação
Entre janeiro e 12 de julho de 2021, Minas registrou 165 ocorrências de incêndios florestais em unidades de conservação estaduais. Deste total, 96 ocorreram no interior das unidades de conservação e 69 no entorno da unidade, e resultaram em 2.605,94 hectares de área queimada (1.167,55 dentro e 1.438,39 no entorno). Os dados de área queimada em 2021 são parciais e podem sofrer alteração.
Multa
De acordo com a Lei 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é tipificado como crime ambiental, que pode resultar em pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. O tenente Moura, comandante do Pelotão de Meio Ambiente do Vale do Aço, informou à reportagem que a multa é de R$ 5.916 por hectare queimado. Ele também ressalta que em caso de incêndio florestal, primeiro deve ser acionado o Corpo de Bombeiros Militar (193) e depois a polícia (190) para as devidas providências.
Reforço
O Governo de Minas anunciou neste mês que as brigadas contratadas neste ano, compostas por 115 profissionais, já iniciaram os trabalhos de combate e prevenção aos incêndios nas unidades de conservação e entorno. Outros 252 combatentes estão sendo contratados, com previsão de início das atividades em agosto, com o objetivo de garantir reforço às equipes que vão atuar no período crítico.
Nas ações de prevenção e combate, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) conta ainda com cerca de 260 servidores lotados nas unidades de conservação estaduais e, também, com o apoio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, polícias Militar e Civil, brigadas voluntárias, Instituto Chico Mendes de Conservação à Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que, junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), integram a Força-Tarefa Previncêndio de Minas Gerais.
Tiago Araújo


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