05 de agosto, de 2021 | 09:30
Pediatra destaca benefícios da amamentação e esclarece: covid não é impedimento
Álbum pessoal
A pediatra Naiara Ferreira destaca que amamentação é mais do que um processo fisiológico
(Bruna Lage - Repórter do Diário do Aço)
A pediatra Naiara Ferreira destaca que amamentação é mais do que um processo fisiológico Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, celebrada nos primeiros dias de agosto, a pediatra Naiara Ferreira, que atende na Unimed Vale do Aço, numa clínica particular em Ipatinga e também é professora acadêmica, reforça os benefícios da amamentação, que tem destaque durante este mês. Em meio à pandemia da covid-19, a profissional reforça que as mães, mesmo infectadas, podem e devem alimentar seus filhos, com poucas exceções.
Naiara explica que o Agosto Dourado é um mês dedicado à promoção do aleitamento materno, considerado o melhor alimento para o bebê até o sexto mês de vida, sendo indicada a sua manutenção até pelo menos os dois anos de idade. Ela observa que o aleitamento promove o melhor crescimento e desenvolvimento desse bebê e um vínculo forte e saudável entre os dois.
O ato de amentar é um processo fisiológico, no entanto, o aleitamento materno envolve muito mais do que a sucção e a descida do leite. Envolve todo o processo biológico, psíquico e social que essa família vai viver nos primeiros dias de vida. É importante ter um profissional e familiares que apoiem, pois muitas são as dificuldades que podem ocorrer se essas pessoas não tiverem sido bem assessoradas”, alerta.
Benefícios
A pediatra assegura que o leite materno é o melhor alimento, tanto do ponto de vista de nutrientes quanto em proteção. E estamos falando da proteção de doenças agudas, diarreia, respiratórias, como de doenças crônicas, como obesidade, diabetes. E as mães também são beneficiadas, como no caso de câncer de mama, de endométrio e etc. É um alimento completo desde o primeiro dia de vida”, reitera.
Apesar de as vantagens serem amplamente divulgadas, Naiara pondera que algumas mães, por apresentarem dificuldades no processo ou acharem doloroso demais, desistem de amamentar. Por isso é importante que ocorra o acompanhamento por um profissional capacitado e que exista uma estrutura familiar favorável ao processo da amamentação. É fundamental que a família seja assessorada desde o fim a gravidez sobre esse processo e dificuldades, para que seja possível estabelecer uma reação de amamentação entre mãe e filho mais fácil. Caso essa persistência ocorra, certamente os benefícios serão percebidos no futuro”, afirma a pediatra.
Desafios
Dentre os principais desafios vividos pela mãe, profissionais elencam a falta de informação sobre a pega correta (posição do bebê junto ao peito da mãe e como isso pode ocorrer sem dores e traumas); a falta de apoio por parte dos pais, já que a rotina familiar continua em meio à chegada de uma nova vida naquele ambiente; além da dor, já que a amamentação costuma ocasionar, logo no início do processo, rachaduras nos seios da mulher, dor e sangramentos, além de traumas para a mãe. Dentre outros pontos que tornam um ato (que deveria ser) natural, em tabu.
Covid
Em relação às mulheres infectadas pela covid-19, Naiara salienta que muitas são as dúvidas sobre a manutenção da amamentação. Mas que a única contraindicação existente é se essa mãe estiver numa condição clínica de gravidade e que a impeça. Por exemplo, se estiver internada em leito de UTI, se estiver usando suporte ventilatório mais avançado ou se houver outra condição clínica que não permita que essa mãe amamente o filho. Em resumo, as mães infectadas pelo coronavírus e que estejam em casa ou leito de enfermaria sem nenhum suporte avançado podem e devem amamentar sob os cuidados de uso da máscara e higienização correta das mãos”, orienta.
Mensagem
Por fim, Naiara deixa uma mensagem às novas e futuras mães. Vale muito a pena persistir no processo de amamentar, que pode ser difícil, mas se tiver uma boa estrutura, um profissional que a acompanhe e força de vontade, você verá todos os benefícios que a amamentação trará para você e seu filho. O futuro dele depende também da perseverança por parte dessa família e do entendimento de que este ato pode representar para sua saúde”, conclui.
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