18 de setembro, de 2021 | 10:30
Calor continua nos próximos dias e Defesa Civil alerta para risco de sequência das queimadas
O calor e a baixa umidade do ar devem continuar em toda a Região Metropolitana do Vale do Aço. Somente na cidade de Timóteo, nos próximos dois dias, a temperatura máxima pode chegar a 35 graus, sendo a mínima entre 20 e 22ºC, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No município, a Defesa Civil continua o alerta e o trabalho para a proteção de áreas ambientais contra as queimadas.
No sábado (18), as temperaturas em Timóteo devem ficar entre 20°C e 32°C, com umidade mínima de 20%. No domingo (19), a mínima e a máxima têm ligeira elevação, permanecendo entre 21°C e 35°C, respectivamente. Os índices de umidade variam em torno de 30% a 35%. Segundo o Inmet, a transição do inverno para a primavera é marcada por altas temperaturas e grandes amplitudes térmicas (diferença entre máximas e mínimas) ao longo do dia.
Apesar do calor, o subgerente de Habitação e Defesa Civil de Timóteo, Marques Valgas, afirma que ainda não há nenhum alerta de baixa umidade emitido pela Defesa Civil Estadual para a região Leste de Minas. A grande preocupação no momento ainda é com as queimadas. O nosso cuidado especial neste momento continua com as queimadas que ainda são muitas”, reforçou.
Os procedimentos e ações de prevenção são voltados para abertura de aceiros e atenção redobrada dos parceiros no combate aos incêndios florestais, principalmente na Área de Preservação Ambiental (APA), na região do Oikós e na zona de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce (Perd).
Nestes locais, ao menor sinal de foco as partes envolvidas alocam suas equipes para lá com o apoio de alguns parceiros como as secretarias municipais de Obras e Defesa civil, Aperam, Bombeiros Militares, equipe do Perd e Polícia Ambiental”, detalhou Marques Valgas.
Ocorrências
O gerente do Parque Estadual, Vinicius Moreira, conta que neste período de seca já foram registradas cerca de dez ocorrências de queimadas no corredor da Unidade de Conservação. Ele alerta que a temporada de seca, com alto risco de incêndios, ainda deve perdurar por todo o mês de outubro. A crise climática é um agravante e nós gestores da unidade estamos percebendo de uma maneira muito assertiva isso, tanto que o período de risco de incêndio deve ser prolongado por mais um mês”, explicou. Apesar do clima quente e seco, Vinicius aponta como grande problema a falta de conscientização da população, pois a queima só começa a partir de uma ação humana.
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