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O aeroporto está fechado desde o ano passado e voltará a operar no mês de dezembro
Após a divulgação que, a partir de 1° de dezembro, o Aeroporto Regional do Vale do Aço, localizado em Santana do Paraíso, voltará a receber voos diários
operados pela Azul, a expectativa é da retomada do serviço de transporte aéreo de forma ampliada. Isso porque a companhia já comercializa em seu portal passagens para Lisboa, em Portugal, e para a Flórida, nos Estados Unidos, saindo de Paraíso.
Estes foram destinos internacionais aleatórios pesquisados pelo Diário do Aço, mas com a retomada das operações do equipamento, a expectativa é que novos voos sejam disponibilizados para a região, conhecida por seu potencial industrial e de negócios.
No caso de Lisboa, a passagem para o dia 1º de dezembro custa a partir de R$ 2.514,98 (somente ida), com conexões (Confins e depois Campinas). Já para a Flórida, também para o primeiro dia do mês de dezembro, é possível visualizar passagens com valor mínimo de R$ 1.878,65, apenas de ida, também com conexões (Confins e Campinas).
A Azul informou na semana passada que já comercializa passagens para os voos que serão realizados cinco vezes por dia com as aeronaves ATR 72-600, com capacidade para até 70 clientes, ligando Ipatinga a Belo Horizonte.
A única companhia aérea que opera no terminal de passageiros do Vale do Aço usa aviões turboélices ATR-72-600 para o transporte entre a região e o aeroporto internacional Tancredo de Almeida Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A aeronave leva até 70 passageiros por voo.
Embora seja uma expectativa, não há, no momento, previsão de voos para a região com aviões com maior capacidade de passageiros como os jatos Embraer 195, que a empresa usa para interligar outras cidades e que transportam acima de 100 passageiros por voo.
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Balcão de atendimento no terminal foi reformado, mas mantido nas mesmas dimensões
Portugal O país europeu passou a reconhecer, no sábado (18), os certificados de vacinação e recuperação emitidos por outros países. Com a medida, até o dia 30 de setembro passa a ser permitida a entrada em Portugal, "para efeitos de viagens não essenciais, sob reserva de confirmação de reciprocidade", de cidadãos detentores de certificados de vacinação ou recuperação.
Na prática, a medida significa que deixa de ser obrigatória a apresentação de testes negativos por turistas nos aeroportos portugueses. A dispensa de testes não se aplica a atividades culturais e gastronômicas em Portugal, onde são obrigatórios, como restaurantes nos fins de semana ou hospedagem em hotéis.
O Brasil e os Estados Unidos estão na lista, mas a autorização vale apenas para as vacinas reconhecidas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) da União Europeia: Janssen, Astrazeneca, Moderna e Pfizer. No caso brasileiro, a Coronavac não foi autorizada pelo órgão de controle sanitário europeu. A testagem também continua sendo alternativa na chegada a Portugal para aqueles sem certificado válido. São aceitos testes negativos PCR ou rápido de antígenos feitos 72 ou 48 horas antes do embarque.
Aeroporto O Aeroporto Regional do Vale do Aço, que está fechado desde maio do ano passado, deverá ter suas obras de melhorias de infraestrutura concluídas até outubro e estará apto a receber os pousos e decolagens de aviões da Azul, conectando a cidade à capital mineira.
Conforme a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), as obras de restauração do pavimento da pista de pouso e decolagem do aeroporto estão com aproximadamente 80% dos trabalhos concluídos. “Já foram executados, entre outros serviços de terraplanagem, remoção do revestimento e base da pista, pátio e taxiways e fresagem do revestimento”.
Alex Ferreira//Arquivo DA
Nos voos entre o Vale do Aço e Confins, única companhia aérea que opera na região usa aviões com capacidade de até 70 passageiros
Segurança garantida, mas sem ampliação de atendimento neste momento
O superintendente do Aeroporto Regional, Ronan Fernandes Moreira Neto, explica ao Diário do Aço que, neste momento, o que ocorrerá será a retomada das operações e das condições de segurança, no mesmo porte que havia antes.
“O que houve não foi uma obra de modernização e ampliação, mas de restauração das condições de segurança. Terá a mesma largura de pista, mas pavimento novo. Vamos operar com os mesmos voos, mesmas aeronaves e mesma companhia aérea. O que precisa para ampliar? A Infraero foi contratada para fazer o plano diretor do aeroporto que vai orientar os próximos anos”, aponta.
Ronan acrescenta que o aeroporto tem grande relevância para a região, e que, diariamente, recebe ligações de pessoas e empresários perguntando quando atividades serão retomadas.
“Vemos a preocupação das indústrias e dos comerciantes, assim como dos próprios passageiros. Sabemos da importância do equipamento. Essa intervenção vai resolver o problema do aeroporto, porque a pista foi praticamente reconstruída pelo Departamento de Estradas e Rodagens. Estamos numa batalha para divulgar a importância do aeroporto, que precisa de outras melhorias para trazermos novas companhias. A expectativa da sociedade é retornar com uma pista segura? Vai ser atendida. Mas se for por novas companhias e destinos, não estamos falando disso neste momento. Essa obra, para os planos e para o potencial do aeroporto, é só o primeiro passo”, afirma.
Para o superintendente, a região tem potencial para abrigar o terceiro maior aeroporto de Minas Gerais. “Não podemos olhar simplesmente como um regional. Claro que atende e atendeu até hoje, mas naturalmente fica a necessidade de investimento, de modernização. Entendemos que precisamos de um terminal novo, de um pátio novo e o plano diretor vai orientar essa obra. Ele (plano diretor) foi contratado neste ano e a Infraero está desenvolvendo com expectativa de entrega até janeiro do ano que vem e permitirá mostrar as fases de crescimento do aeroporto”, conclui.