28 de dezembro, de 2021 | 10:00
Consumo de aço no mercado deve manter tendência de alta no próximo ano
Diante dos resultados obtidos ao longo deste ano, a expectativa é que a indústria do aço encerre 2021 de forma satisfatória. Em entrevista, recentemente, o presidente da Usiminas, Sergio Leite, afirmou que, com base nos dados do Instituto Aço Brasil, o mercado de aço deve fechar o ano com um crescimento do consumo aparente de cerca de 24% e deve manter a tendência de alta em 2022.
Conforme Sergio Leite, com uma economia que aumenta em torno de 5% e com um consumo aparente de aço que cresce cerca de 24% em 2021, para o ano que vem, o Instituto Aço Brasil está prevendo crescimento da economia no patamar de 1,5% e do consumo de aço em 2,5%. Havendo um maior consumo de aço, o consumo de minério também aumenta. Nós tivemos nos últimos 15 meses uma variação no seu preço internacional muito grande. Chegou a atingir mais de R$ 220 por tonelada e o seu valor recuou no segundo semestre deste ano para patamares próximos a R$ 90. Atualmente está custando em torno de R$ 110 por tonelada. Portanto, a nossa visão é que o mercado deve seguir estável”, afirmou.
Importantes investimentos”
Devido aos resultados satisfatórios no mercado de aço, Sergio Leite fez um comparativo dos investimentos realizados nesses últimos anos. Estamos concluindo o ano com um volume em torno de R$ 1,5 bilhão em investimentos. Nos anos de 2016/17 nós investimos 220 milhões/cada ano; em 2018, já com a empresa revitalizada, nós dobramos o investimento, sendo R$ 460 milhões; em 2019 aumentamos 50%, investimos R$ 690 milhões; em 2020 crescemos mais 15%, investimos R$ 800 milhões e esse ano dobramos, estamos investindo R$ 1,5 bilhão. O que eu posso dizer é que os próximos anos também serão de importantes investimentos para a Usiminas”, analisou.
Previsão
Em nota divulgada neste mês, o Instituto Aço Brasil informou que projeta crescimento de 24,3% no consumo aparente em 2021, totalizando 26,7 milhões de toneladas. Este bom crescimento deve-se à retomada do mercado interno após a crise de demanda provocada pela pandemia de covid-19 no ano passado. A expectativa é de que a produção de aço bruto cresça 14,7% neste ano (36,0 milhões de toneladas) e as vendas internas aumentem 17,0% (2,8 milhões de toneladas) em relação a 2020”, detalhou.
Estabilização
Diante desses resultados, o Instituto Aço Brasil ressaltou que o mercado interno encontra-se plenamente abastecido e que os preços das matérias-primas, que pressionaram os preços dos produtos siderúrgicos ao longo de 2020 e em parte de 2021, vem se estabilizando e até mesmo decrescendo para alguns insumos. Com relação a 2022, o Instituto prevê que a produção brasileira de aço bruto terá crescimento de 2,2%, alcançando 36,8 milhões de toneladas. As vendas internas devem aumentar 2,5% na comparação com este ano, chegando a 23,3 milhões de toneladas, enquanto o consumo aparente deve crescer 1,5%, atingindo 27 milhões de toneladas”.
Capacidade instalada
Cabe destacar que, apesar de as empresas siderúrgicas estarem produzindo para atender integralmente a demanda dos seus segmentos consumidores no mercado doméstico, o grau de utilização da capacidade instalada do setor ainda é considerado baixo, em torno de 70%. O aumento da produção de aço objetivando atender a retomada das exportações, permitiria reduzir a ociosidade hoje existente, elevando o grau de utilização da capacidade instalada do setor para níveis mais próximos ou acima de 80%, considerado mundialmente como o mais adequado para operação das empresas”, pontuou a nota do Instituto Aço Brasil.
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