01 de janeiro, de 2022 | 12:00

Ano novo começa com assassinato no bairro Industrial

Maxwel Germano Sales foi alvejado por vários disparos de arma de fogo em uma praça em Santana do Paraíso

Reprodução
Maxwel Germano Sales, de 27 anos, foi morto a tirosMaxwel Germano Sales, de 27 anos, foi morto a tiros

A madrugada deste sábado, primeiro dia do ano, começou com um assassinato no bairro Industrial, em Santana do Paraíso. O crime ocorreu nas proximidades do conjunto habitacional conhecido como "Casinhas", às margens da MG-232. Maxwel Germano Sales, de 27 anos, foi alvejado por vários disparos de arma de fogo na Praça da rua Um. A perícia não soube precisar a quantidade de tiros, mas a vítima foi atingida na região da cabeça, pescoço, tórax e mão. No local foram recolhidas três cápsulas 380 deflagradas.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas disseram que Maxwel tinha desentendimento com um morador do mesmo bairro, D.R.S., de 37 anos, e que ele estaria ameaçando a vítima de morte. O irmão de Maxwel disse que os dois foram à praça para fumar maconha; ele foi embora e a vítima ficou no local. Pouco depois ele escutou os estampidos e correu em direção à praça novamente, e neste momento um veículo Gol prata, placas GUU9537, passou por ele descendo a rua a toda velocidade.

A PM verificou que o gol pertence a D.R.S. Ao ir à casa do suspeito, a polícia constatou que houve participação de mais três pessoas no crime, um homem de 35 anos e dois jovens de 15 e 19 anos.

Buscas
Os policiais se deslocaram até uma casa na rua Isaías, no bairro Canaãzinho, em Ipatinga, local onde D.R.S. costuma ficar. O Gol usado na fuga dos autores foi encontrado na garagem da casa e os quatro autores estavam escondidos no interior da residência. Eles chegaram a fugir embrenhando-se num denso matagal perto da localidade. Após buscas, os quatro foram capturados pela PM.

D.R.S. disse que não participou do homicídio, e que somente deu fuga aos autores. Ele também contou que o homicídio ocorreu porque um dos suspeitos, um homem de 35 anos, estava recebendo ameaças de Maxwel. Um dos jovens envolvidos negou participação, e disse que apenas pegou carona para comprar drogas. Porém, o outro jovem disse que ele e os outros três autores planejaram o homicídio por terem sofrido ameaças da vítima.

Este último jovem ainda relatou que ele e mais dois autores estavam armados com revólveres 38 e uma pistola cal .380. Ele contou ainda que o grupo desceu em direção à praça quando a vítima ficou sozinha.

Os autores não souberam precisar quantos disparos foram feitos. Um dos jovens contou que, na hora do crime, ele atirou acidentalmente no pé do autor de 35 anos, que ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital Márcio Cunha após a atuação da polícia na resolução do crime. O jovem e outro autor disseram que apenas D.R.S. não efetuou disparos de arma de fogo.

Apreensões
Durante as buscas feitas na residência no Canaãzinho, foi encontrada parcialmente enterrada uma sacola contendo 39 cartuchos intactos calibre 38 e cinco cartuchos intactos de calibre 32. Foi encontrada também uma blusa branca com estampas manchada de sangue.

No matagal, a polícia encontrou um revólver calibre 32 com coronha em madrepérola e numeração ilegível.
Um dos jovens contou ainda que jogou seu revólver 38 para D.R.S. durante a fuga, e que ele teria escondido essa arma e a pistola 380 que foram usadas no crime.

Os quatro homens foram presos. Com eles, foram apreendidos celulares e uma quantia em dinheiro. O veículo utilizado na fuga foi apreendido e levado ao pátio credenciado.

Preventiva
Os presos participaram de uma audiência de custódia na tarde de domingo (2). O juiz de Direito de plantão, João Paulo Júnior, converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva dos três adultos a pedido do promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. Os três estão recolhidos no Sistema Prisional do Vale do Aço até o fim das investigações.
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