09 de fevereiro, de 2022 | 13:00

Vacinação impede alta do número de óbitos por covid no Vale do Aço

Divulgação/Agência Brasil
Apesar do alto número de casos positivos de covid, a situação não se repetiu no cenário de óbitos pela doença Apesar do alto número de casos positivos de covid, a situação não se repetiu no cenário de óbitos pela doença
Desde a descoberta da nova variante da covid-19, a ômicron, o número de casos da doença tem aumentado de forma significativa no país, devido à alta transmissibilidade da nova cepa. Na Região Metropolitana do Vale do Aço foram registrados mais de 2,7 mil novos casos de covid-19 e oito óbitos pela doença na primeira semana deste mês. Esses dados foram extraídos dos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios.

Conforme os boletins epidemiológicos, divulgados nos dias 31 da janeiro e 7 de fevereiro, em Ipatinga foram somados 1.636 novos casos da covid-19 e seis óbitos. Em Coronel Fabriciano foram 587 testes positivos e duas mortes pela doença. Em Timóteo foram confirmados 482 novos casos e nenhum óbito. Já Santana do Paraíso teve 49 casos confirmados de covid e não houve mortes pela doença.

Baixa taxa de óbito
Ao todo, a Região Metropolitana registrou, na primeira semana deste mês, 2.754 casos e oito mortes pela doença causada pelo coronavírus (sars-cov-2). Com isso, a taxa de óbito da covid-19 nesse intervalo ficou em 0,3%, ou seja, ao analisar essa proporção, é como se a cada 1.000 pessoas que contraíssem a doença, três falecessem.

Impacto da vacinação
Em entrevista ao Diário do Aço, a infectologista que atua em Ipatinga, Carmelinda Lobato, destacou que nesses primeiros meses do ano houve um aumento significativo dos casos confirmados da doença, porém, sem comprometer o serviço de saúde devido à campanha de vacinação contra a covid-19. “Não houve colapso, nem superlotação nas unidades. A taxa de ocupação de leitos de UTI Covid se manteve dentro do esperado. E isso acontece porque como a maioria da população está vacinada com as duas doses e dose reforço, observamos que as pessoas que positivaram para covid ficaram assintomáticas ou tiveram sintomas leves, de maneira que não foi preciso ir para o hospital”, destacou.

Vacina efetiva e segura
A infectologista ressaltou que as vacinas contra a covid-19 continuam se mostrando efetivas e seguras. “Aproveito e faço um apelo para que aquelas pessoas que precisam retornar à unidade de saúde para tomar a segunda dose da vacina retornem o quanto antes, e também aquelas que precisam de tomar a dose reforço que fiquem atentas ao prazo. Isso é muito importante. Portanto, confiamos plenamente que a vacinação é a maior força que nós temos para continuar vencendo essa pandemia”, pontuou.

Âmbito estadual
Conforme o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a cada mil pessoas infectadas com a covid-19, neste momento, apenas uma vai para a UTI em Minas Gerais. Apesar da alta incidência da variante ômicron, o que se percebe, segundo o secretário, é que o aumento do número de mortes "não acompanha o que ocorre na incidência de casos". Além disso, Fábio Baccheretti ressaltou que a vacinação tem se mostrado eficaz para conter óbitos e casos graves da doença. "Se tivéssemos este cenário de alta incidência um ano atrás, sem vacina, estaríamos vivenciando um período muito mais difícil”, afirmou.

Em março do ano passado, o número de óbitos decorrentes da infecção por coronavírus, por semana, chegou a 2.777 em Minas Gerais. Atualmente, está em 87. Já em relação às internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que inclui, entre outras doenças, a covid, o número de ocorrências também é inferior ao mesmo período do ano passado. “A proporção de pessoas que eram internadas em UTI por causa da covid, em relação às que se infectavam pela doença, no ano passado, era de 2,9%. Hoje, essa proporção é 0,09%”, apontou Fábio Baccheretti.

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Comentários

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Carlos Roberto Martins de Souza

09 de fevereiro, 2022 | 13:52

“E a ministra Doidamares, a Santa da Goiabeira falante, é uma erva daninha, uma cria da igreja e evangélica. Ela lançou o Disque 100 para denunciar a exigência de comprovante de vacina, é só ligar que a bruxa da vassoura vem! Gritando que a vacina mata!”

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