17 de fevereiro, de 2022 | 10:00

No Vale do Aço, 91 mil pessoas ainda não tomaram segunda dose da vacina contra a covid-19

Yago Cardoso
A maioria das pessoas que não completou o esquema vacinal é do sexo masculino na macrorregião do Vale do Aço A maioria das pessoas que não completou o esquema vacinal é do sexo masculino na macrorregião do Vale do Aço

Considerada fundamental para contribuir com a redução do número de casos graves e óbitos causados pela covid-19, a segunda dose da vacina contra a doença ainda não foi tomada por muitas pessoas dentro do prazo correto. Na macrorregião do Vale do Aço, mais de 91 mil pessoas não voltaram às Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) para completar o esquema vacinal.

Conforme os dados da plataforma “Vacinação Contra Covid: Análise de D2 não Registradas”, disponibilizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), na macrorregião do Vale do Aço são 91.050 moradores sem a segunda dose do imunizante contra a covid-19. Desse total, 26.730 são referentes à segunda dose da Astrazeneca, 15.100 da Coronavac e 49.220 da Pfizer.

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Os dados da plataforma da SES-MG também mostram que das 91.050 pessoas que não tomaram a segunda dose dentro do prazo na macrorregião do Vale do Aço, 47.249 (51,89%) são do sexo masculino e 43.801 (48,11%) do sexo feminino. Já as três faixas etárias com maior número de pessoas sem a aplicação da segunda dose são de 12 a 19 anos, que tem 23.051 de indivíduos; de 20 a 29 anos (21.905); e de 30 a 39 anos (17.985). Ou seja, adolescentes e jovens são a maioria na macrorregião do Vale do Aço que ficou sem o esquema vacinal completo, conforme os dados da SES-MG.

Âmbito estadual

Em Minas Gerais, 2.393.003 adolescentes e adultos – com 12 anos ou mais – não retornaram à unidade de saúde para receber a segunda dose (D2) da vacina contra o coronavírus e não estão com o esquema vacinal completo. Desse total, a maior parte, quase 604 mil indivíduos, tem idade entre 12 e 19 anos.

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O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a administração da segunda dose da vacina é fundamental para a redução de casos graves e mortes por covid-19. “A gente vê cada vez mais internações e óbitos daqueles que não se vacinaram com duas doses. Vale destaque para a importância da vacinação, para que a gente consiga vencer de vez a pandemia e virar esta página. A vacina está disponível em cada município do Estado”, afirmou.

Intervalo das vacinas

Pfizer: passou de 12 semanas para 21 dias entre a primeira e a segunda dose; Astrazeneca: de 12 semanas para oito semanas entre a primeira e a segunda dose; Coronavac, o prazo é de quatro semanas entre as duas primeiras doses. Já para as vacinas voltadas para o público infantil (cinco a 11 anos), os prazos são de oito semanas após a administração da primeira dose da Pfizer pediátrica e 28 dias após a aplicação da primeira dose da Coronavac.
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