04 de abril, de 2022 | 16:31
Rato de Redação” reconta as histórias do Pasquim
Após o golpe militar de 1964, a repressão a tudo que parecia contrário ao regime se tornou ainda mais severa com o AI-5, Ato Institucional emitido em 1968. Neste contexto de censura e cerceamento de liberdades, urgia na sociedade brasileira o desejo por um canal capaz de exasperar todas as indignações relacionadas ao momento. Foi desta necessidade que nasceu, em 1969, O Pasquim”, semanário que se tornaria ícone do jornalismo alternativo brasileiro.Reprodução
O Pasquim se tornou ícone do jornalismo alternativo brasileiro e questionou a ditadura com muito humor e deboche
O Pasquim se tornou ícone do jornalismo alternativo brasileiro e questionou a ditadura com muito humor e debochePara resgatar a história do tabloide que questionou os rumos do regime militar com muito humor e boas doses de deboche, a Matrix Editora lança Rato de Redação - Sig e a História do Pasquim”, do produtor cultural, editor literário e jornalista Marcio Pinheiro. Com narrativa fluída e repleta de detalhes, a obra percorre o caminho de 22 anos de atividade do periódico. Tudo isso acompanhado do simpático Sig, o rato símbolo do jornal, desenhado pelo cartunista Jaguar.
Desde a primeira capa, Sig teve destaque garantido no Pasquim. Ele interferia com seus comentários sarcásticos em quase todas as matérias, artigos, entrevistas e até anúncios. É a presença mais constante durante as mais de duas décadas de existência do jornal”, conta Marcio Pinheiro. O personagem, aliado ao teor humorístico e à linguagem coloquial do semanário, agradou o grande público e, já em 1969, a publicação chegou à tiragem de duzentos mil exemplares.
Rato de Redação” reconta desde a escolha do nome do jornal - que na definição do dicionário tem um significado quase pejorativo - passando pela prisão de boa parte da equipe do veículo, em 1970. A queda do regime militar, a retomada da abertura política, a redemocratização, as crises financeiras e as divergências internas que aconteceram até seu fechamento, em 1991, também, são retratadas neste lançamento indicado para os apaixonados pela história do Brasil. O livro tem 192 páginas.
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