07 de abril, de 2022 | 09:30
Dia do jornalista: profissão essencial em tempos de notícias falsas
Profissionais que decidiram dedicar suas vidas à informação, esses são os jornalistas. Repórteres, produtores, apuradores, editores, apresentadores, chefes de redação e de reportagem, locutores, assessores de imprensa, essas são algumas das funções que o jornalista pode exercer ao longo da sua trajetória profissional.O jornalista se esmera para levar um serviço essencial à população: a informação. A cobertura é pautada em assuntos variados, como política, crimes, esporte, saúde, economia e cidades. Nos fatos de maior relevância para sociedade, o jornalista está lá, fazendo a cobertura. São eleições, guerras, pandemias, copas do mundo, jogos olímpicos. A população é informada graças ao profissional.
E nesta quinta-feira (7), quando é celebrado o Dia do Jornalista, o Jornal Diário do Aço ouviu profissionais que se esforçam diariamente para levar informação de qualidade à população mineira.
Definindo a profissão
Márcio de Paula tem 26 anos de experiência no jornalismo e é diretor e editor do jornal O Informante, que circula no Vale do Aço. Para ele, ser jornalista é a oportunidade real de contribuir com a sociedade. É sair, de certa forma, de uma bolha de proteção e encarar a realidade e as mazelas da sociedade em suas várias nuances, e expô-las para que possam ser transformadas. É um trabalho difícil, árduo e necessário, e por isso, compensador”, descreveu.
O jornalista Tiago Borges trabalha desde 2006 na área. Atualmente ocupa o cargo de chefe de redação da Inter TV dos Vales, afiliada da Rede Globo na região. Ele fala com orgulho como vê a profissão. Ser jornalista é praticamente uma missão porque é um compromisso com a informação, com a sociedade. É difícil ver algo de errado acontecer e a gente não lutar para transformar aquilo, para mudar uma realidade”, declarou.
O coordenador de produção da Record TV Minas em Belo Horizonte, Vinícius Rangel, também acredita no papel social da profissão e compara o jornalista a um fermento. O jornalista deve se misturar, fazer a sociedade crescer e praticamente não aparecer. O jornalista deve ser esse fermento que ajuda a sociedade a crescer”, definiu.
Fake News x jornalismo
Os jornalistas falaram dos desafios encontrados no ofício, diante de um período em que as notícias falsas, popularmente conhecidas como fake news”, passaram a ser propagadas com mais intensidade.
Na avaliação de Márcio, nunca houve uma época com tanta desinformação como agora. Não houve nenhum período da história com tanta disseminação de inverdades partindo de todos os lados com tamanha proporção de visibilidade. E nesse contexto, o jornalismo se coloca quase como ponto de resistência, um contraponto à tentativa de legitimação da falta de compromisso com a verdade”, afirmou.
Tiago também acredita que o papel do jornalista, diante desse cenário, é trazer a verdade. O jornalista ou o jornalismo vem justamente para acabar e quebrar essas fake news. Essa é a nossa importância”, disse.
O chefe de redação também refletiu sobre a produção de conteúdo na rede mundial de computadores. A internet trouxe uma facilidade de acesso à informação, mas a geração de conteúdo ficou descentralizada. E aí vem o perigo, porque muita gente replica, compartilha, escreve sem poder fazer o mínimo que é apurar”.
E é justamente isso que o jornalista faz: apura. É o que reforça Vinícius. Nesse tempo são os jornalistas reais que procuram as fontes, que se certificam que um assunto não está sendo usado em causa própria, se vídeos, fotos e áudios não foram alterados para beneficiar um ou outro lado”.
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Tião Aranha
07 de abril, 2022 | 18:48Essa mistura de insatisfação com realidade nunca busca a humanidade. Pior: nem a ética dos políticos( a elite) nem a ética dos eleitores nada fazem para mudar a realidade. Risos.”