30 de agosto, de 2022 | 16:40

Administração de Fabriciano paga R$ 17,4 milhões e ''zera'' a dívida do Parque Linear

O ofício autorizando o depósito foi apresentado pelo prefeito Marcos Vinicius (PSDB) durante transmissão ao vivo em suas mídias sociais

Divulgação
O ofício autorizando o depósito foi apresentado pelo prefeito Marcos Vinicius (PSDB) durante transmissão ao vivo em suas mídias sociais O ofício autorizando o depósito foi apresentado pelo prefeito Marcos Vinicius (PSDB) durante transmissão ao vivo em suas mídias sociais

O governo de Coronel Fabriciano informa que pagou nesta terça-feira (30) o restante da dívida herdada do projeto de construção do Parque Linear. Na segunda-feira (29), foi empenhado o valor e na terça foi depositado R$ 17.362.238,11 (quase R$ 17,4 milhões) em favor da Caixa Econômica, gestora do financiamento. Antes, a administração já havia pago, em parcelas, mais R$ 17,8 milhões.

O ofício autorizando o depósito foi apresentado pelo prefeito Marcos Vinicius (PSDB) durante transmissão ao vivo em suas mídias sociais. Com isso, o município “zera” mais uma dívida e encerra o contrato de financiamento 029.530-89 que custou aos cofres públicos mais de R$ 35 milhões – R$ 12 milhões a mais em juros do empréstimo de R$ 22.901.660,12 (quase R$ 23 milhões), destaca o governo.

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No último dia 19 deste mês, o prefeito, acompanhado de sua equipe de governo e vereadores, já havia anunciado a decisão de quitar o empréstimo, cujas parcelas encerrariam em outubro de 2032.

“O Parque Linear foi o maior estelionato político da história de Fabriciano e hoje, colocamos um ponto final herdado pelo prefeito anterior. Isso é zelo com o dinheiro do cidadão, gestão com seriedade e planejamento”, afirmou Marcos Vinicius.

Origem da dívida
O contrato de financiamento para a construção do Parque Linear foi firmado em 2010, pelo então prefeito à época. Conforme o contrato inicial, a amortização do empréstimo seria em até 266 meses – sendo 26 meses o prazo de carência. Foram pagos 12 anos do montante devido, sendo seis anos quitados pela atual gestão.

Sem dívida para o sucessor
Está em tramitação na Câmara de Vereadores, o projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal, que propõe que todo empréstimo feito pelo município precisa ser quitado durante o mandato do gestor. De autoria da atual gestão, a proposta é “proibir aos prefeitos de adquirirem novos empréstimos que não sejam pagos na sua gestão, deixando a dívida para os sucessores”.

Para isso, a atual administração trabalha para zerar todos os débitos até 2024, final do atual mandato. Além de quitar o empréstimo do Parque Linear, a atual gestão também já pagou a dívida com IPSEMG e Precatórios (entre 2017 e 2022), num total de R$ 7,8 milhões.

Também liquidou o financiamento junto ao BDMG para a construção do novo prédio do Paço Municipal, medida que possibilitou R$ 190 mil em juros com a antecipação das parcelas, previsto para findar em janeiro de 2024.
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