06 de setembro, de 2022 | 06:00

Vitória convincente

Fernando Rocha

A vitória de 2 x 0 sobre o Atlético-GO, no último domingo, foi a melhor atuação do Galo sob o comando do Cuca, desde que retornou ao clube para substituir o Turco Mohamed.

O time alvinegro, mesmo desfalcado de vários titulares importantes, não só venceu, mas apresentou um futebol convincente, intenso, sem diminuir o ritmo no segundo tempo, bem parecido com o que se viu ano passado quando ganhou quase tudo que disputou.

Embora não tenha gostado da escalação inicial, tenho de reconhecer que as escolhas feitas pelo técnico do Galo - Sasha, Réver e Jemerson - deram certo.

Hulk marcou o segundo gol e saiu sentindo uma dor muscular, mas declarou não ser nada grave e poderá jogar amanhã, às 17h, feriado nacional, no Mineirão, quando vai tentar vencer o Bragantino e, finalmente, engatar uma sequência de vitórias para voltar a pensar no G-4, que dá vaga na fase de grupos da Libertadores.

Ansiedade e confusão
O Cruzeiro não fez uma boa partida, com jogadores muito ansiosos, nervosos, querendo vencer de qualquer maneira, além de ter sido muito bem marcado pelo Criciúma, que praticou também o antijogo com muita cera, sob a aquiescência da fraca arbitragem.

No final, o gol que decretou o empate de 1 x 1, marcado por Bruno Rodrigues nos acréscimos, premiou os cerca de 60 mil torcedores que enfrentaram muitas dificuldades para acessar e sair do estádio, devido à desorganização e à incompetência de todos os envolvidos na organização do jogo.

Sobrou até para Ronaldo Fenômeno, bastante hostilizado pelos torcedores ao sair do camarote de onde assistiu a partida, cujo resultado em nada interfere na excelente situação do time na competição, só aguardando o momento de comemorar matematicamente o acesso à Série A em 2023.

FIM DE PAPO

A Polícia Militar colocou a culpa no travamento da maioria das catracas do Mineirão. O Cruzeiro e a Minas Arena culpam o grande número de torcedores sem ingresso, querendo entrar de qualquer jeito no estádio, agredindo e achacando os demais que estavam de posse dos bilhetes, como os principais causadores dos tumultos no último domingo. Todos sabiam que haveria esse tipo de problema, pois tem acontecido com frequência em jogos do Cruzeiro na capital, e mesmo assim não tiveram competência para planejar e desenvolver um esquema de segurança para evitar tamanha confusão.

A excelente atuação de Jemerson, em Goiânia, dá agora mais tranquilidade ao técnico Cuca para armar a defesa, setor que vem sendo o maior ponto fraco da equipe. Os números do Jemerson durante os 77 minutos em que esteve em campo, apurados no site Sofascore, comprovam a sua boa reestreia no Galo: acertou 96% dos passes (48/50), 86% das bolas longas (6/7); perdeu a posse apenas três vezes em 54 ações com a bola; não sofreu dribles e não cometeu faltas.

Muitos atleticanos queriam uma chance para o jovem volante Neto, de 19 anos, joia da base, para substituir o suspenso Allan, mas Cuca optou pela improvisação do veterano Rever, que teve ótima atuação. Segundo informação do clube, Neto não foi relacionado para a partida em Goiânia como punição por ter cometido ato de indisciplina. Não sei detalhes do que teria acontecido com ele, também não apoio indisciplina, mas é preciso ressaltar que o Atlético aproveita muito mal e não tem uma política de valorização dos atletas revelados em sua base.

Neto está há mais de três anos só treinando. Qual é a motivação que este jogador teria para seguir sonhando em ser titular e ter sucesso na carreira? Rubens é uma exceção e só teve chance de se firmar como opção de banco devido a fatores excepcionais, tais como a contusão de Dodô, coincidindo com a ida de Arana para a Seleção Brasileira. (Fecha o pano!)
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