13 de setembro, de 2022 | 06:00

Agora vai?

Fernando Rocha

O Galo ficou só observando o fim de semana ou secando os adversários diretos na briga por vaga na Libertadores, já que empatou com o Bragantino (1 x 1) na abertura da 26ª rodada da Série A, no feriado da Independência.
Em sétimo lugar com 40 pontos, a cinco do Fluminense, último time do G-4, a grande pergunta que não quer calar para todo atleticano é: o que a equipe do técnico Cuca precisa fazer para garantir a classificação direta na Libertadores?

A resposta simples é vencer oito dos 12 jogos que restam, subindo dos atuais 51,28% para 66,66% de aproveitamento. Abaixo disso conseguirá vaga apenas para a Sul-Americana, o que é muito pouco para o tamanho do investimento feito na equipe.

Outra vez, tem uma semana inteira para se preparar, recuperar os contundidos, com direito a folga de dois dias no fim de semana para todos. Vamos esperar que os jogadores do Galo, finalmente, resolvam jogar o que sabem para iniciar a arrancada rumo ao G-4, no próximo sábado, às 16h30, contra o Avaí, no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

Mudou discurso
Jogadores do Cruzeiro tiveram uma inédita folga de três dias depois da vitória sobre o Operário-PR e, agora com as energias renovadas, retornam para a arrancada final rumo ao título da Série B, já com a classificação praticamente garantida para voltar à elite em 2023.

Faltam nove jogos pela frente para fechar a temporada, cinco como visitante e quatro como mandante. O primeiro desafio será no próximo sábado, diante do CRB, em Alagoas, pela 30ª rodada, para depois receber o Vasco da Gama, na quarta-feira (21), no Mineirão, com a expectativa de uma nova quebra de recorde de público pela torcida celeste.

O discurso dos jogadores, e até mesmo do técnico Paulo Pezzolano, agora é de quem já garantiu o acesso, mas é fato que a “Segundona” ainda não acabou e, mesmo que não admita publicamente, chegou a hora de dar oportunidade aos jogadores que não atuaram em muitas partidas, mas continuar vencendo para fechar com o título.

FIM DE PAPO

Desde garoto, quando comecei a acompanhar futebol, e muito mais a partir da década de 80 como profissional no rádio, ouço e os números comprovam que o Galo, dentro de casa, é um time muito difícil de ser batido, escrita que ultimamente está sendo quebrada. Neste Campeonato Brasileiro, jogando fora o Galo tem a segunda melhor campanha, atrás somente do Flamengo: venceu cinco, empatou seis e perdeu duas vezes, somando 21 dos 39 pontos possíveis, com aproveitamento de 53,85%.

Agora vejam as estatísticas do @sofascore nos últimos seis jogos em casa: zero vitória, três empates, três derrotas, 16,7% aproveitamento, seis gols marcados, nove gols sofridos, 10 grandes chances (nove perdidas), 14,2 chutes para marcar um gol, 4,0 chutes para sofrer um gol, 60% de posse de bola. Resumo da ópera alvinegra: maior sequência sem vitórias em casa, desde 2005. Vale lembrar que segundo a diretoria, os salários e premiações milionárias dos jogadores estão sendo pagos em dia. Vá entender um negócio desses!

Se, por um lado, essas paralisações de 10 ou até 11 dias foram consideradas benéficas e comemoradas pelos cruzeirenses, no Atlético são uma incógnita. A maioria da torcida teme pelo pior, ou seja, que o time desande um pouco mais e não consiga a sequência de vitórias para voltar a brigar no topo da tabela, por uma vaga direta na Libertadores. Pelo menos, Hulk e Zaracho, que sentiram contusões musculares, terão tempo para se recuperar. Mas, a dúvida cruel e atroz dos atleticanos é o que seria melhor: tempo para treinar ou ritmo de jogo?

Mesmo depois do VAR, os clubes do eixo Rio/SP, em caso de dúvida, continuam sendo beneficiados pela arbitragem da CBF. O “queridinho” Flamengo, o mais protegido, desta vez recebeu de presente a confirmação de um gol claramente irregular, escapando da derrota no finzinho da partida fora de casa contra o Goiás. Os “bonzinhos” da vez foram o assoprador de apito Ramon Abati Abel (SC), além do comandante do VAR, Rafael Tracy (PR). Até mesmo a comentarista do Sportv, Fernanda Colombo, admitiu que houve falta no goleiro do Goiás, que o árbitro marcou e depois de ouvir o VAR voltou atrás, dando de graça mais um ponto para os cariocas. Escárnio total. (Fecha o Pano!)
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