18 de setembro, de 2022 | 09:30

Pequenos negócios contribuem diretamente na economia local e do país

Em Ipatinga são mais de 18 mil microempreendedores individuais formalizados, o que representa 66,47% do número total de empresas no município

(Stéphanie Lisboa - Repórter do Diário do Aço)
Stéphanie Lisboa
Jusielle se dedica a fabricação de geleias desde 2019Jusielle se dedica a fabricação de geleias desde 2019

Eles podem até ser conhecidos como "pequenos", mas desempenham um papel importante na economia regional e até mesmo do país. Nos referimos ao microempreendor individual, também conhecido pela abreviação ou sigla de MEI. Em todo o país eles já são mais de 14 milhões de inscritos.

Os MEIs atuam em diversas atividades econômicas. Em Minas Gerais que abriga mais de um milhão (1.335.750) de microempreendedores, há uma variedade de segmentos como: comércio varejista de artigos do vestuário(91.708), cabeleireiros, manicure e pedicure (96.801), obras de alvenaria (68.034), promoção de vendas (53.486), lanchonetes (33.732) e por aí vai. Um outro dado que enaltece ainda mais a importância dos pequenos é que de todas as empresas do estado, 64% são MEI.

Vale do Aço

Na Região Metropolitana do Vale do Aço o número de microempreendedores também é grande. Na frente está Ipatinga, com 18.776 formalizações. Logo depois, vem Coronel Fabriciano, que tem 8.009 MEIs, Timóteo 6.302 e Santana do Paraíso 2.832.

Esses microempreendimentos representam uma parcela significativa em relação ao total de empresas dessas cidades. Em Santana do Paraíso, por exemplo, os MEIs correspondem a 75,44% do total de empresas. Em Coronel Fabriciano eles são 69,57%, em Timóteo 69,84% e em Ipatinga 66,47%.

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A empreendedora tem no cardápio diversas opções de geleia, como abacaxi com pimenta, tomate com manjericão, morango, morango com pimenta A empreendedora tem no cardápio diversas opções de geleia, como abacaxi com pimenta, tomate com manjericão, morango, morango com pimenta

Os dados só reforçam a relevância que os pequenos têm para o país, os estados e as cidades. “Eles contribuem diretamente, de forma significativa, tanto com a economia local, quanto com o país”, declarou a analista do Sebrae Minas, Vanessa Silva.

Segundo a analista, os pequenos negócios (micro e pequenas empresas) correspondem a 99% do total das empresas privadas do Brasil. “São extremamente fundamentais para geração de emprego, geração de renda. Além disso, eles correspondem a 27% do Produto Interno Bruto Brasileiro, que é o nosso PIB”, enfatizou.

Microempreendedora em Ipatinga

Quem vê a Jusielle Mendes Secundino como dona do próprio negócio, a Gelée, não imagina que ela já trabalhou por muitos anos de carteira assinada. Atualmente, com 32 anos, ela é responsável pela fabricação e comercialização de deliciosas geleias, patês e antepasto. Da cozinha montada em casa, no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga, ela cria os quitutes.

Já são três anos nessa missão, que começou como uma forma de complementar a renda, sem muitas pretensões. “Comecei a fazer as geleias para receber os amigos, levar pra o churrasco e todo mundo começou a elogiar. Depois de um churrasco, eu falei que ia fazer para vender”.

Apesar dos elogios, ela não cogitava que aquele se tornaria o seu ‘ganha pão’. “Comecei não com o sonho de viver disso, mas simplesmente de fornecer para alguns amigos”, explicou.

Seis meses depois dos primeiros passos, Jusielle passou a participar de feiras de mulheres empreendedoras. Foi aí que o negócio embalou de vez. “Deu o boom, comecei a vender pelo menos 50 a 60 potes de geleia por feira”, lembrou. A partir desse momento, conciliar o trabalho de carteira assinada com a produção das geleias ficou inviável. Então ela passou a se dedicar aos quitutes.

Formalização

Divulgação
''Se eu puder deixar uma reflexão é que não basta se formalizar'', observou a analista do Sebrae Minas, Vanessa Silva''Se eu puder deixar uma reflexão é que não basta se formalizar'', observou a analista do Sebrae Minas, Vanessa Silva

A formalização como MEI foi feita com cerca de quase dois anos de vendas da Gelée. Para a empreendedora o processo de inscrição foi muito bom. “As pessoas às vezes pensam no gasto que você tem em algumas coisas, só que esse gasto, mínimo, que você tem te gera uma visibilidade e um rendimento também melhor”, afirmou.

Se tornar microempreendedora oficialmente ‘abriu portas’ para Jusielle. “Quando você fala: eu tenho CNPJ, eu sou MEI, eu tenho alvará, eles te dão mais credibilidade, mais oportunidades, abre as portas para você entrar em novas lojas, fazer novas parcerias, porque você está regularizado”, argumentou.

Atualmente ela trabalha com as vendas no atacado e varejo, em cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço e outras como: Governador Valadares, João Monlevade e Nova Era. O sentimento da empreendedora é de orgulho, principalmente, por ter alcançado coisas que nem planejava.

“O MEI ajuda muito as pessoas e eu me orgulho muito”, definiu. O ‘segredinho’ do sucesso, ela contou pra gente. “Eu acredito que a gente consegue levar sentimentos através da comida”, compartilhou.

Sebrae

Quem se interessou pela história da Jusielle e quer saber mais sobre a formalização como MEI, e orientações sobre o futuro negócio pode contar com a ajuda do Sebrae Minas. “Tem muito material com orientação por modelo de negócio, segmento, dentro do site do Sebrae. Você pode procurar o escritório do Sebrae e buscar por um apoio para uma consultoria. Você não está sozinho”, deixou o recado Vanessa Silva.
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