01 de outubro, de 2022 | 07:30

Uso de cheques mantém queda e reduz quase 14% no primeiro semestre

A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)

Divulgação
No ano passado, o número de cheques compensados no Brasil foi de 218,9 milhõesNo ano passado, o número de cheques compensados no Brasil foi de 218,9 milhões

O avanço dos meios de pagamento digitais e a criação do Pix fazem com que o uso do cheque no país continue mantendo a queda verificada nos últimos anos. No primeiro semestre de 2022, o número de documentos compensados no Brasil atingiu 103,9 milhões, uma redução de 13,8% em relação ao mesmo período de 2021, quando totalizou 120,6 milhões de documentos compensados. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As estatísticas têm como base a Compe - Serviço de Compensação de Cheques. No ano passado, o número de cheques compensados no Brasil caiu para 218,9 milhões, uma redução de 93,4% em relação ao ano de 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Na comparação com 2020, a queda foi de 23,7% - naquele ano, foram compensados 287,1 milhões de documentos em todo o país.

O economista Makáliston Brito, que atua no Vale do Aço, indicou os pontos positivos do uso do cheque. “Um dos pontos positivos de ter cheque está relacionado ao fato de que é um instrumento que não precisa de ter linha de crédito na praça. Um exemplo disso é que não precisa ter limite de empréstimo liberado ou cartão de crédito, ou seja, não depende do sistema de crédito. Outro ponto positivo é que algumas empresas aceitam você parcelar um item com cheque”, afirmou.

Apesar da parte positiva do cheque, o economista também lembra que há pontos negativos. “O poder de compra muito grande é um ponto negativo. A pessoa não tem dinheiro no momento, mas emite o cheque, acreditando que daqui 30 dias terá o valor necessário. Outro ponto negativo é o risco de inadimplência de clientes com as empresas que recebem cheque, já que o recebimento do valor emitido no cheque está condicionado à pessoa ter dinheiro na conta corrente, mas caso não tenha, o máximo que pode ocorrer com ela é ter o nome sujo”.

Outros meios
Conforme o diretor adjunto de Serviços da Febraban, Walter Faria, o cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques, e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais, que hoje são responsáveis por 70% das operações bancárias no país. “E a crescente digitalização do cliente bancário foi impulsionada, também, pela entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020. Só neste primeiro semestre foram feitas 9,74 bilhões de transações totalizando R$ 4,66 trilhões”, afirmou.

Valor médio alto
Apesar da redução do número dos cheques compensados neste primeiro semestre, o total do volume financeiro dos documentos permaneceu estável, passando de R$ 333,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2021 para R$ 333,3 bilhões no mesmo período deste ano. “Os números mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix”, avaliou Walter Faria.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário