18 de novembro, de 2022 | 16:28

Infestação de mosquito volta a acender alerta contra a dengue em Ipatinga

Divulgação
Município incrementa ações de combate ao Aedes aegypti e alerta para necessidade de cuidados por parte da populaçãoMunicípio incrementa ações de combate ao Aedes aegypti e alerta para necessidade de cuidados por parte da população

O resultado do quarto e último Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) em 2022 foi divulgado nesta sexta-feira (18), pela Secretaria de Saúde de Ipatinga. O recolhimento de dados foi feito entre os dias 7 e 11 novembro e apontou um aumento significativo nos casos em comparação com os meses anteriores, quando os números se apresentavam continuamente declinantes.

O primeiro LIRAa do ano, realizado em janeiro, apontou infestação de 6,1%. Já o segundo, no mês de abril, acusou 2,6%, e o terceiro, em julho, fechou em 1,1%, trazendo bons sinais de alento no combate às arboviroses no município. Contudo, o LIRAa apurado em novembro voltou a preocupar, com percentual de 4,8%.

Foi o último levantamento programado para 2022. Segundo a Secretaria, a previsão é que o próximo ocorra em janeiro de 2023.

Ações
A Secretaria de Saúde destaca que realiza, durante todo o ano, campanhas de orientação e visitas a locais estratégicos para eliminar e retirar materiais que possam acumular água, além da aplicação de larvicidas. Agora, com os novos resultados em mãos, a Seção de Controle de Zoonoses vai intensificar as ações nos bairros que apontaram maior incidência de focos.

“Medidas simples podem ser adotadas pela população, ajudando o poder público a reduzir os riscos de contaminação, como substituir a água dos pratos dos vasos de plantas por areia; deixar a caixa d'água tampada; cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover dos ambientes todo material que possa acumular água”, enfatiza a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Laressa Jane Almeida.

Incidência por região
A última vistoria do ano revelou os bairros e regiões que apresentaram maiores índices de infestação: Veneza – 7,7%; Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro e Parque Ipanema – 6,7%; Bom Jardim, Ferroviários, Horto, área industrial, região próxima à Usipa – 6,4%; Caravelas e Jardim Panorama – 5,8%; Esperança e Ideal – 5,5%; Granjas Vagalume e Bethânia – 5,4%; Limoeiro, Chácaras Madalena, Córrego Novo, Chácaras Oliveira e Barra Alegre – 4,6%; Vila Celeste – 4,4%; Tiradentes, Canaã – 2,9%; Canaãzinho, Vila Militar – 1,7%; Cidade Nobre e Iguaçu – 0,9%.

A dengue é uma doença cujo período de maior transmissão coincide com o verão, devido aos fatores climáticos favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti em ambientes quentes e úmidos. Por isso, é essencial que os moradores das cidades intensifiquem as medidas de controle vetorial nesta época do ano.

Níveis de infestação
Segundo o Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde pública, os índices de infestação inferiores a 1% são os mais satisfatórios. De 1 a 3,9%, a situação começa a sinalizar alerta. Mas os mais preocupantes são os índices acima de 4%, que apontam para risco de surto de dengue. O objetivo do levantamento é direcionar as ações de controle para as áreas mais críticas identificadas.

O calendário do LIRAa é definido pelo governo estadual e prevê quatro levantamentos durante o ano, com intervalos regulares, mas que podem ser modificados em caso de necessidade.
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