01 de dezembro, de 2022 | 21:30
Projeto lança livros de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa
Adolescentes apresentaram suas obras para familiares, amigos e demais interessados; iniciativa fomenta protagonismo e autonomia de jovens infratores O Super Autor é uma parceria da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Associação Mineira de Educação Continuada (Asmec), idealizadora da ação. O projeto foi composto por oficinas de produção de texto e ilustração, realizadas nos meses de junho, julho e agosto deste ano. Durante esse período, cada participante teve a oportunidade de escrever e ilustrar o seu livro autobiográfico, buscando a valorização da sua história de vida, as suas memórias e individualidades.
Diretora de Formação Educacional, Profissional, Esporte, Cultura e Lazer da Suase, Ana Flávia Magalhães comemorou os resultados do trabalho realizado com os jovens nos últimos meses. "Os processos ligados à leitura e à escrita aproximam muito os jovens ao lugar de protagonista. Este projeto traz o letramento e ao mesmo tempo uma descoberta de si mesmo, uma escrita de perspectivas de mudanças", afirmou.
Um dos adolescentes autores, Paulo Nava*, de 16 anos, contou que, por meio da sua história, quer mostrar para outros jovens o que passou e ainda passa. "Escrever foi um desabafo, pois ninguém sabia da minha história, somente eu e minha mãe. Enquanto escrevia, pensava em outras pessoas lendo sobre a minha vida, e no que poderia servir de exemplo. Quero ajudar as pessoas contando o que passei", refletiu.
Presidente da Asmec, Andrea Ferreira avaliou que este foi o projeto mais importante realizado neste ano. "O Santa Clara entrou de cabeça e o resultado é visível na fala dos autores. Eles têm consciência de que estão ressignificando suas vidas", afirmou.
Leitura e escrita
Outro foco do projeto foi o fortalecimento da alfabetização e do letramento desses jovens, uma vez que a escrita tem caráter emancipador, promove a construção de novos vocabulários, a elaboração de formas de comunicação e a apropriação linguística. Durante as oficinas, os adolescentes foram estimulados a usar a criatividade e as suas capacidades artísticas, fomentando a leitura e a escrita.
"Recomendo que todo mundo tente escrever sua própria história. Foi um sofrimento para mim, mas aprendi demais. Para escrever, tive que parar e voltar os pensamentos para dentro, isso me ajudou", revelou Guilherme Rosa*, de 18 anos.
(* Nomes fictícios para preservar as identidades dos adolescentes, conforme recomendação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Colaboração da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais)
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