31 de janeiro, de 2023 | 11:15

Justiça Federal determina interdição de mineradora na Serra do Curral

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira (30), diligência conjunta com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Agência Nacional de Mineração- ANM para dar cumprimento à interdição da mineração irregular na Serra do Curral, em Belo Horizonte.

A investigação realizada pela Polícia Federal revelou que empresas dissimulavam a extração irregular de minério alegando que faziam a terraplanagem do local.

O Juízo da 3ª Vara Federal Criminal da capital exarou no dia 23 de janeiro, decisão judicial determinando a interdição da Mineração Fleurs Global e da Gute Sicht e multa de R$ 300 mil reais diários no caso de descumprimento.

A mineração na Serra do Curral, atinge uma área que deveria ser preservada, ameaça nascentes, a vida silvestre e a qualidade de vida dos moradores da capital mineira, já tomada pela poluição urbana. Com informações da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais

Já publicado:
Mineração ilegal na Serra do Curral é debatida na ALMG

Divulgação PF
Investigação da PF aponta que mineradora simulava terraplanagem e extraía minerais da Serra do Curral Investigação da PF aponta que mineradora simulava terraplanagem e extraía minerais da Serra do Curral


Impactos da mineração na Serra do Curral

Conforme divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente de Belo Horizonte, a atividade minerária na Serra do Curral gera uma série de impactos:

Risco geológico de erosão do Pico Belo Horizonte, bem tombado nas esferas municipal e federal;

Risco à segurança hídrica, considerando que o empreendimento interfere na Adutora do Taquaril, responsável pelo transporte de 70% da água tratada consumida pela população de BH;

Risco à população pelos ruídos decorrentes do empreendimento, inclusive aos usuários do Hospital da Baleia [conhecido pelo atendimento oncológico], situado a menos de 2 km da exploração minerária;

Risco à população pela queda da qualidade do ar, tendo em vista que a poeira da exploração minerária invadirá a cidade;

Risco à população de BH decorrente da violação ao sossego, diante das vibrações decorrentes da exploração minerária que serão sentidas em comunidades situadas na capital mineira;

Risco ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, com risco real ao Parque das Mangabeiras, integrante da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, cujo limite se encontra a cerca de 500 m da denominada Cava Norte.

Desabastecimento de água - A área da mineração era destinada à perfuração de poços artesianos para servir como alternativa e evitar riscos de desabastecimento da capital mineira.

Divulgação
Operação da PF com participação da Semad e Agência Nacional de MineraçãoOperação da PF com participação da Semad e Agência Nacional de Mineração
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